segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

20 Filmes que completam 20 Anos em 2018 | Parte III

Assim como no império do mainstream em Hollywood e como no singular mercado independente dos Estados Unidos, o cinema feito na Europa no final dos anos 90 adquiria uma personalidade cada vez mais autêntica e expressiva. Cineastas de diversos países tentavam, cada um ao seu modo, estabelecer uma reaproximação entre a linguagem clássica e a popular para que só depois começassem a lançar essa grande quantidade de trabalhos originais; projetos extremamente audaciosos que voltassem a despertar um maior interesse do público mais pela sua essência do que pelo seu valor como um bem de consumo descartável. No aspecto cultural, várias dessas obras foram construídas através de uma série de realizações bastante características.

Na terceira parte da retrospectiva especial que o Rotina Cinematográfica vem realizando ao longo dessa semana, serão apresentados cinco importantes títulos produzidos e lançados no continente europeu ao longo do ano de 1998. Dentre os selecionados, começaremos com dois filmes interessantíssimos que foram os primeiros exemplares de uma nova linha de produção e que também ajudaram a estabelecer as bases principais para a elaboração de um manifesto de cunho técnico que pretendia ir de encontro aos preceitos e regras estipulados pelo modelo industrial de se fazer cinema.

Festa de Família (Festen, Dinamarca | Suécia, 1998)

Direção: Thomas Vinterberg

Uma peça cinematográfica original que se desdobra através da crônica de um excêntrico e insólito conservadorismo que é desconstruído instantaneamente a partir do momento em que verdades desagradáveis acabam sendo reveladas na festa de 60 anos de Helge (Henning Moritzen), patriarca de uma tradicional família dinamarquesa. A amargura, a dor e a violência velada invadem o ambiente dessa celebração de maneira tão contundente que nenhum dos convidados fica imune às chocantes revelações feitas pelos filhos do aniversariante. O desvelar é franco e o gatilho do incômodo é puxado pelo primogênito Christian (Ulrich Thomsen) que faz um discurso em homenagem à sua irmã gêmea, que há poucos meses cometeu suicídio.

Com uma trama explosiva que toca fundo a alma do espectador, “Festa de Família” foi o longa responsável por inaugurar o movimento cinematográfico internacional do “Dogma 95”. Junto de seu compatriota – e também cineasta – Lars von Trier, Thomas Vinterberg criou esse cânone em forma de manifesto que pretendia encaminhar a carreira de alguns jovens diretores, incentivando-os a produzir trabalhos mais realistas e menos comercias. Os dois colegas estipularam dez regras simplistas a serem seguidas por aqueles que quisessem ter o selo do dogma empregado em seus futuros projetos e fizeram, como uma espécie de marco originário, um filme cada.

"Festen" (1998) de Thomas Vinterberg - Nimbus Film Productions [dk]
Danmarks Radio (DR) [dk] | Nordisk Film- & TV-Fond [dk] | SVT Drama [se]

Os Idiotas (Idioterne, Dinamarca | Espanha | Suécia | França | Holanda | Itália, 1998)

Direção: Lars von Trier

Futuro colecionador de polêmicas, o diretor dinamarquês Lars von Trier trazia para o seu “Os Idiotas” o certificado Dogma #2, dando continuidade à quebra do paradigma técnico e ideológico na produção simplista de filmes, sempre obedecendo as regras propostas por ele em conjunto com Thomas Vinterberg quando criaram o “Dogma 95”. Há quem diga que o movimento ia muito além das restrições básicas em relação ao uso de tecnologias nos processos de filmagem e que, na realidade, tal conceito servia para disfarçar uma grande jogada publicitária dentro do mercado cinematográfico, afinal o reducionismo não diminuía o caráter pretensioso no trabalho dos cineastas.

Sumariamente, o escandaloso ou o perturbador eram sempre contrabalanceados pela ousadia de ambos, que retratavam perfeitamente a apatia moral e política das classes média e média alta de seu país. Em seu longa, por exemplo, von Trier escancara a procrastinação ou – dependendo do ponto de vista – a potencialização da paranoia de um grupo de pessoas que se reúne em uma casa nos subúrbios de Copenhague para descobrir o verdadeiro idiota que existe dentro de cada um. Extrapolando todas as suas limitações, esses indivíduos buscam se libertar da benevolência e da racionalidade que praticamente os obrigam a viver em sociedade, se colocando à prova diante da mesma da forma mais débil e constrangedora possível.

"Idioterne" (1998) de Lars von Trier - Zentropa Entertainments [dk] | Danmarks Radio (DR) [dk]
Liberator Productions [fr] | La Sept Cinéma [fr] | Argus Film Produktie [nl]
Vrijzinnig Protestantse Radio Omroep (VPRO) [nl] | Nordisk Film- & TV-Fond [dk] | CoBo Fonds [nl]
SVT Drama [se] | Canal+ [fr] | Rai Cinemafiction [it] | 3 Emme Cinematografica [it]

A Eternidade e um Dia (Mia Aioniotita kai mia Mera, França | Itália | Grécia | Alemanha, 1998)

Direção: Theodoros Angelopoulos

Adoentado e prestes a ser internado em um hospital, o célebre escritor Alexandros (Bruno Ganz) desfruta de “seu último dia de liberdade” relembrando os momentos mais agradáveis de uma vida feliz que levou ao lado da esposa, Anna (Isabelle Renauld). Encontrada por acaso, uma carta de amor escrita há quase trinta anos pela mulher se transforma no principal motivo para que o romancista dê início a uma jornada particular de autoconhecimento. Durante uma curta – mas peculiar – viagem de carro, Alexandros se depara com um garoto albanês (Achileas Skevis) que se perdeu da família ao tentar cruzar ilegalmente a fronteira. Surge-lhe então a chance de vivenciar uma experiência verdadeiramente mágica, pois ajudar o menino a regressar para casa se torna, agora, a sua única preocupação.

“A Eternidade e um Dia” remonta a alegoria poética da finitude e demonstra quão grandiosa pode ser a nossa existência, tão maior do que qualquer preocupação em relação à proximidade da morte e do pouco tempo que sempre nos restará para encontrar soluções urgentes para os pequenos grandes problemas da vida. Foi através deste trabalho transbordado de encantamento, ousadia e sensibilidade que o diretor grego Theodoros Angelopoulos recebeu, com toda justiça, a Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1998.

"Mia Aioniotita kai mia Mera" (1998) de Theodoros Angelopoulos - Paradis Films [fr] | Intermédias [fr]
La Sept Cinéma [fr] | Canal+ [fr] | Classic [it] | Istituto Luce [it] | Theo Angelopoulos Films | Greek Film Center [gr]
ERT1 [gr] | Westdeutscher Rundfunk (WDR) [de] | ARTE [fr] | Fonds Eurimages du Conseil de l'Europe [fr]

O Jantar (La Cena, Itália | França, 1998)

Direção: Ettore Scola

Procurando revelar o retrato amargurado e irônico da própria vida, “O Jantar” se transforma em um interessante estudo de personalidades ao tentar reproduzir alguns dos nossos maiores dramas particulares. Diante da tela, acompanhamos um grupo de pessoas que passa a noite em um típico restaurante italiano na cidade de Roma. Em cada uma das mesas pelas quais a câmera vagueia, observamos as confissões, os dilemas e as discussões de cada cliente, indivíduos que enfrentam os mais variados tipos de problemas, sejam eles amorosos, familiares ou profissionais. O estabelecimento é administrado por Flora (Fanny Ardant) que tem a companhia constante de um fiel freguês, Maestro Pezzullo (Vittorio Gassman), um professor universitário aposentado que lança olhares compassivamente solitários para todos os impasses e as consequentes soluções que vão sendo construídas naquele lugar.

O papel interpretado por Gassman é peça fundamental de uma engrenagem que firma pontos de conexão diametral entre cada uma das personagens, orquestrando de maneira admirável as ações entre funcionários da cozinha, garçons e todos aqueles que estão desfrutando de suas enternecedoras refeições. Durante pouco mais de duas horas (que refletem a duração exata desse jantar), o veterano diretor Ettore Scola demonstra – novamente – uma genialidade incomum ao criar uma estrutura narrativa cativante e melancólica, especialmente por conseguir agrupar várias histórias diferentes entrelaçadas através de um delicado e soberbo trabalho de composição de ambientes – assim como já tinha feito em seu primoroso “O Baile” (1983).

"La Cena" (1998) de Ettore Scola - Massfilm [it] | Medusa Film [it]
Les Films Alain Sarde [fr] | Filmtel [fr] | France 3 Cinéma [fr]

Corra, Lola, Corra (Lola Rennt, Alemanha, 1998)

Direção: Tom Tykwer

Conduzida pelo dinamismo de uma trilha sonora empolgante que alimenta a sinergia impecável entre a ação, a montagem e o roteiro, “Corra, Lola, Corra” ainda é uma das experiências cinematográficas contemporâneas mais interessantes de serem apreciadas, sobretudo pela coragem e inventividade do diretor alemão Tom Tykwer, que se utiliza de várias técnicas de filmagem e edição para construir planos ágeis e nos contar uma história repleta de reviravoltas eletrizantes. Com uma pegada pop quase puxada para elementos kitsch, o filme nos transporta para uma atmosfera moderna com uma estética semelhante aos viciantes clipes musicais exibidos pela MTV na mesma época.

É sempre necessário ter em mente que algumas decisões que tomamos de maneira pontual podem mudar radicalmente o rumo de nossas vidas e, no caso de Lola (Franka Potente), veremos que é preciso ter fôlego de sobra para enfrentar as dificuldades que eventualmente forem surgindo. A garota dos cabelos vermelhos recebe uma ligação de Manni (Moritz Bleibtreu), seu namorado, dizendo que esqueceu uma sacola com 100 mil marcos alemães em uma estação de metrô e que o dinheiro deveria ter sido entregue para o seu chefe, um poderoso gângster. Manni resolve assaltar um banco, pois tem um prazo de 20 minutos para recuperar toda essa quantia. Enquanto isso, Lola sai correndo desesperada pelas ruas de Berlim tentando encontrar soluções mais plausíveis e seguras para o problema.

"Lola Rennt" (1998) de Tom Tykwer - X-Filme Creative Pool [de] | Westdeutscher Rundfunk (WDR) [de] | Arte [fr]

Para conhecer ou recordar os filmes que foram apresentados anteriormente, basta acompanhar as últimas atualizações da nossa página ou visitar os links correspondentes de cada um dos artigos, que seguem especificados logo abaixo:

PARTE I                    PARTE II

Lembramos ainda que a nossa revisão cinematográfica será concluída na próxima quarta-feira, dia em que listaremos os últimos cinco títulos que irão compor a Parte IV  da retrospectiva, mantendo a promessa de revelar mais algumas incríveis produções!

Até lá...

sábado, 15 de dezembro de 2018

20 Filmes que completam 20 Anos em 2018 | Parte II

Alienada, amoral, conservadora, hipócrita, preconceituosa...

Com mais quantos adjetivos podemos classificar uma sociedade global que adoece face ao pessimismo cotidiano e aos dilemas propagados pela essência do nosso individualismo primitivo. O ser humano está se tornando uma figura cada vez mais perversa e o mundo caminha a passos tortos rumo a um desamparado destino de angústias e incertezas.

Feitos com precisão pela maioria das peças fílmicas, os insólitos recortes da humanidade ou nos afastam ou nos aproximam daquilo que temos de pior para oferecer. Querendo ou não, as nossas atitudes mais genuínas estão sendo constantemente capturadas pelas câmeras e reveladas através das telas. Essas afirmações ficam bastante claras quando analisamos o bom número de produções reflexivas realizadas pelo maior mercado cinematográfico do ocidente e, talvez, o mais influente do mundo. Seja por meio dos dramas familiares, históricos ou até mesmo através das comédias extravagantes, o cinema estadunidense sempre acaba funcionando como um grande espelho cultural e social para boa parte dos habitantes da Terra, geralmente aqueles com a maior crueza de espírito.

Dando continuidade à retrospectiva especial que o Rotina Cinematográfica vem realizando ao longo desta semana, apresentaremos mais cinco filmes produzidos no não tão longínquo ano de 1998 – todos eles rodados nos Estados Unidos. Trabalhos substancialmente importantes que, mesmo depois de completarem 20 anos de lançamento, continuam enriquecendo muitas discussões ao redor do mundo, sempre batendo forte em temas delicados e dando novos significados a polêmicas assustadoramente atuais.

A Outra História Americana (American History X, Estados Unidos, 1998)

Direção: Tony Kaye

Moldado pelo conservantismo e pelos preconceitos do pai, Derek Vinyard (Edward Norton) conduz um movimento jovem de supremacia branca em sua comunidade, construindo a sua ideologia através do fascismo e se transformando num líder extremamente carismático. Após cometer um brutal assassinato, o rapaz passa por uma mudança filosófica radical durante os três anos em que esteve cumprindo pena. O grande problema é que Derek deixou para trás uma biografia impetuosa, um legado sedutor que Danny Vinyard (Edward Furlong) pretende defender e perpetuar, idolatrando e reverenciando a figura desprezível que o irmão mais velho um dia construiu.

A eloquência de um roteiro assombrosamente realista transfere para a tela toda profundidade de um tema bastante grave e recorrente que influencia, de maneira direta, a formação de pequenos – porém perigosos – grupos sociais movidos pela intolerância e pelo ódio. “A Outra História Americana” explora a fundo as consequências do racismo como parte da construção de grande parte da sociedade estadunidense, representada por cidadãos que se apoiam no extremismo e na violência para impor a sua moral. Em seu primeiro trabalho para o cinema, o diretor Tony Kaye não mediu esforços para contar essa chocante e reveladora história de um ex-neonazista arrependido que tenta impedir que seu ente mais querido siga o mesmo caminho que acabou o levando à prisão.

"American History X" (1998) de Tony Kaye - New Line Cinema [us]
Savoy Pictures [us] | The Turman-Morrissey Company [us]

Felicidade (Happiness, Estados Unidos, 1998)

Direção: Todd Solondz

A realidade é astuciosa e pluridimensional, principalmente porque boa parte dos indivíduos que compõe uma sociedade devidamente inserida neste campo factual possuem espectros emocionais tão variados que são capazes de provocar as mais distintas reações nas outras pessoas que os observam – aflição, desgosto, empatia e equiparação, por exemplo. “Felicidade” nada mais é do que um profundo estudo dos valores mais tradicionais de qualquer família moderna de classe média que vivia nos Estados Unidos na época do seu lançamento. O crescimento vertiginoso do cinema independente pegou carona nos debates e nos questionamentos acerca da moral dos seres humanos, temática controversa que vinha sendo amplamente discutida no país no final dos anos 90.

É bem difícil explanar sobre os acontecimentos do filme, basta dizer que o diretor Todd Solondz tenta nos retransmitir a antiga mensagem de que a felicidade almejada por todos nós exista somente no campo das ideias. Com um elenco grande, mas extremamente afiado, a trama gira em torno de três irmãs que tentam, cada uma ao seu modo, definir/encontrar esse sentimento de alegria ou de paz que todos nós insistimos e acreditamos que não possa ser apenas passageiro. Através de um roteiro brilhante, Solondz aponta o seu dedo crítico para depravados, egoístas, narcisistas e perdedores, mas sem deixar de recobri-los com amargo e imaculado véu de clemência perpetuado pelo idealismo do sonho americano.

"Happiness" (1998) de Todd Solondz - Good Machine [us] | Killer Films [us]

Buffalo ‘66 (Buffalo ‘66, Estados Unidos | Canadá, 1998)

Direção: Vincent Gallo

Magistralmente dirigido e estrelado por Vincent Gallo (que ainda assina o argumento e as músicas do filme), “Buffalo ‘66” representou mais uma das formidáveis realizações do cinema independente dos Estados Unidos no final da década de 90. Tratando a amargura, a depressão e o medo de viver com uma sutileza ímpar, essa crônica familiar desconcertante e bem-humorada traça uma narrativa cotidiana incomum que nos cativa de imediato, justamente por contrariar algumas regras básicas da realidade e por utilizar ironias bastante peculiares. Ao se colocar em um cenário – aparentemente – autobiográfico, o longa não mede esforços para transmitir toda a desesperança e loucura de seu personagem principal.

Gallo dá vida ao perturbado Billy Brown que, depois de ser libertado de um longo período na prisão, decide fazer uma visita para os pais (Anjelica Huston e Ben Gazzara), com os quais nunca manteve um bom relacionamento. Para justificar esses vários anos ausente, Billy diz que se casou e que vive satisfeito trabalhando como agente secreto do governo, muito embora ele precisasse sequestrar Layla (Christina Ricci) convencendo-a a fingir ser sua mulher no meio dessa desatinada jornada de mentiras e reencontros. A garota decide entrar no jogo do seu raptor ao perceber o quanto os seus pais eram desprezíveis e acaba se apaixonando por um sujeito que, bem no fundo, apenas buscava ter o mínimo de ternura e atenção.

"Buffalo '66" (1998) de Vincent Gallo - Cinépix Film Properties (CFP) [ca] | Lions Gate Films [us] | Muse Productions [us]

O Grande Lebowski (The Big Lebowski, Estados Unidos | Reino Unido, 1998)

Direção: Joel Coen e Ethan Coen

Figura destoante da glamorosa e hipnótica cidade de Los Angeles, Jeff Lebowski (Jeff Bridges), mais conhecido como “The Dude”, leva a vida como o último dos hippies. Anda sempre desocupado, entorpecido e maltrapilho, gastando a maior parte do seu tempo ouvindo trilhas clássicas de rock’n’roll e frequentando clubes de boliche. O seu letárgico destino começa a mudar quando é atacado por dois marginais ao ser confundido com um milionário de mesmo nome.  Sem querer, Lebowski acaba sendo envolvido em uma trama ambicionada pelo dinheiro – ou pela falta dele. Junto com o seu melhor amigo, Walter Sobchak (John Goodman), ele tentará resolver, à sua maneira, todo o tumulto que fora gerado por esse engano.

“The Dude” excede todos os limites da representação estereotipada de um cara drogado que vive imerso em seu mundo de alucinações. É incrível perceber o total desinteresse que o próprio Lebowski tem em relação a tudo que vai acontecendo com ele. Entretanto, o brilhantismo de um roteiro escrito a quatro pelos Irmãos Coen faz com que o estranhamento inicial que o espectador sente em relação ao personagem principal é logo desconstruído/potencializado, uma vez que ele é só mais uma das caricaturas bizarras que preenche a paisagem burlesca de uma metrópole que exala neuroses e vaidades.

"The Big Lebowski" (1998) de Joel Coen e Ethan Coen - Polygram Filmed Entertainment [us] | Working Title Films [gb]

O Show de Truman - O Show da Vida (The Truman Show, Estados Unidos, 1998)

Direção: Peter Weir

Numa época em que as redes sociais não tomavam o tempo das pessoas, o diretor australiano Peter Weir levava para as telas de cinema aquilo que hoje podemos classificar como o profético conto da quimérica verossimilhança. No plano das ações, Jim Carey encarna com maestria o corretor de seguros Truman Burbank, um sujeito tranquilo e bem realizado, plenamente acostumado às trivialidades da pacata rotina de sua cidade natal, a paradisíaca Ilha de Seaheaven. O que ele não esperava era ter a sua vida virada de cabeça para baixo ao descobrir que o mundo em que vivia não passava de uma espécie de reality show criado por um grande estúdio de TV e com câmeras escondidas por toda parte.

Truman era o grande astro do programa, tendo a vida monitorada desde a infância. Para aumentar sua angústia, lhe é revelado que todos os moradores da ilhota não passam de atores contratados, incluindo Meryl (Laura Linney), sua encantadora esposa, e Marlon (Noah Emmerich), o seu melhor amigo. A partir desse momento o conceito de existência é desfigurado, muito embora Christof (Ed Harris), o diretor da atração, ainda utilize de todos os meios para manter essa peça de entretenimento no ar. “O Show de Truman - O Show da Vida” é uma fábula indecorosa sobre a vida real e sobre como o controle e a manipulação de uma sociedade podem ser feitos através dos meios de divertimento e informação.

"The Truman Show" (1998) de Peter Weir - Paramount Pictures [us] | Scott Rudin Productions [us]

Para conhecer ou relembrar os cinco filmes que foram apresentados na PARTE I dessa retrospectiva cinematográfica, basta visitar o artigo clicando no link AQUI. E continuem acompanhando a nossa revisão relâmpago, que já retornar com a PARTE III na próxima segunda-feira!

Até lá...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

20 Filmes que completam 20 Anos em 2018 | Parte I

Caminhando firme e tentando me equilibrar na corda bamba que mantém o ser humano vivo entre a descrença e a perseverança, pude refletir bastante ao longo das últimas semanas e tomar uma decisão sobre a continuidade ou não deste modesto blog. Muitos amigos vêm dizendo que se uma pessoa não deu pelo menos uma surtada em 2018, ela não soube viver o ano como deveria. Nesse momento eu fecho os olhos, respiro fundo, mantenho a calma, procuro levar essa máxima como um ensinamento e resolvo, por fim, tirar a ferrugem das falanges para retomar o exercício da escrita – como podem perceber.

Vai ser difícil, mas vou recomeçar com alguns rabiscos, ideias vagas sobre pares de filmes dos quais, num futuro que espero que não demore, eu ainda consiga desenvolver estudos mais claros e originais. Dessa forma, retomo as atividades com uma série de publicações que, de acordo com as minhas ideias iniciais, deveriam ser compartilhadas entre os meses de junho e julho de cada um dos anos correntes.

Como a maioria das pessoas, acredito que todos filmes devam ser submetidos à uma indeterminada e variável ação do tempo até serem encaixados em um patamar que, de fato, mereçam estar. É claro que uma boa parte deles já nascem como obras-primas instantâneas, mas tenho em mente que todos os outros precisem esperar o momento certo para receber a devida atenção ou o verdadeiro reconhecimento do público para que, enfim, também possam ser considerados trabalhos inesquecíveis e fundamentais dentro da eternizada linha evolutiva da História do Cinema.

Vinte anos habitando o imaginário coletivo de milhões de espectadores e fãs (ou sobrevivendo à duras e pesadas críticas de especialistas ao redor do mundo) talvez sejam mais do que suficientes para que qualquer filme venha a ser considerado um jovem clássico contemporâneo, ou para que alguma pérola desconhecida possa ser redescoberta por pesquisadores. Com base nesse recorte temporal, começarei a elencar uma série de importantes títulos da cinematografia internacional que foram produzidos e lançados no ano de 1998 totalizando, até a próxima quarta-feira, o número total de 20 filmes.

A lista será composta por obras que, de certa forma, se transformaram em peças cinematográficas atemporais devido à diferentes graus de subjetividade acumuladas por elas ao longo deste período (aclamação popular, participação em festivais, premiações ou reconhecimento da crítica). Começando com um dos maiores expoentes do cinema brasileiro, acompanhe agora o início dessa pequena retrospectiva que farei ao longo da semana e conheça, ou relembre, alguns grandes filmes que vem sobrevivendo ao tempo e que ainda mantêm todo o fôlego e vigor completando os seus 20 anos em 2018. Títulos essenciais que, se ainda não estão, já deveriam estar nas estantes (ou nos HDs) de qualquer cinéfilo.

Central do Brasil (Central do Brasil, Brasil | França, 1998)

Direção: Walter Salles

Vencedor do Urso de Ouro do Festival Internacional de Berlim em 1998 e do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro em 1999, “Central do Brasil” conta a jornada emotiva e transformadora de Dora (Fernanda Montenegro) uma professora aposentada que tenta somar uma renda extra escrevendo cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Apesar de não possuir nenhum tato emocional, ela decide acolher Josué (Vinícius de Oliveira), um garoto humilde que acabara de perder a mãe em um acidente e que tenta desesperadamente encontrar o pai, figura qual nunca conheceu. Mesmo a contragosto, Dora embarca com Josué para o interior da Bahia, rumo ao sofrido coração de um país fascinante que ambos jamais imaginavam conhecer.

Em questão de prático reconhecimento, a trajetória do filme representa o ponto mais alto do cinema nacional nos primeiros anos da chamada “Retomada” e, para muitos, o capítulo mais importante da história de nossa filmografia. Mesmo com a premiada carreira internacional, “Central do Brasil” ainda carrega o peso de ter sido a última produção brasileira a figurar entre as finalistas da categoria de Melhor Filme Estrangeiro na cerimônia do Oscar. O constante vício de enaltecermos somente os vencedores das coisas que são convenientes pode acabar nos escondendo que toda a maestria e a simplicidade que Walter Salles empregou neste trabalho primoroso também está presente em muitos outros projetos realizados todos os anos por aqui.

"Central do Brasil" (1998) de Walter Salles - MACT Productions [fr] | Riofilme [br] | VideoFilmes [br]

Três é Demais (Rushmore, Estados Unidos, 1998)

Direção: Wes Anderson

Max Fischer (Jason Schwartzman) é um garoto perspicaz e desatinado que recebe uma bolsa de estudos para ingressar na tradicional Rushmore Academy, escola preparatória para jovens de famílias ricas. Correndo o risco de ser expulso por conta de suas notas, o rapaz decide participar das atividades extracurriculares oferecidas pela instituição e consegue obter destaque em praticamente todas elas. Mesmo sem nenhuma desenvoltura para o convívio social, Max começa a desenvolver uma distinta amizade com Herman Blume (Bill Murray), um milionário desencantado com a vida que busca forças para enfrentar uma crise de identidade. Ambos acabam se apaixonando pela professora Rosemary Cross (Olivia Williams), e é da estranheza desse triângulo amoroso que o destino dos personagens tomam substanciais rumos de mudança.

A partir do lançamento de “Três é Demais”, observamos uma característica peculiar que passa a se tornar cada vez mais recorrente no cinema de Wes Anderson, virtudes que ajudaram o promissor cineasta a estabelecer as bases narrativas de todos os seus projetos no futuro. Fugindo das variáveis básicas que fundamentam a construção de um bom drama, o diretor procura tratar com leveza as angústias e as confusões do ser humano e tenta registrar a jornada de superação de suas personagens com toda a coragem, frescor e originalidade que o nicho das produções indie contemporâneas se propõem a fazer, principalmente em comédias de conteúdo como essa.

"Rushmore" (1998) de Wes Anderson - American Empirical Pictures [us] | Touchstone Pictures [us]

A Maçã (Sib, Irã | França, 1998)

Direção: Samira Makhmalbaf

Consolidado como um dos movimentos culturais mais expressivos e originais da década de 90, o cinema iraniano se revelou para o mundo através de seu virtuosismo e da extrema capacidade de retratar, de maneira muito simples, a verdadeira essência de sua sociedade. Tamanho reconhecimento possibilitou que Samira Makhmalbaf, filha prodigiosa do aclamado cineasta Mohsen Makhmalbaf, chamasse atenção da crítica internacional com um belíssimo filme de estreia, tendo conduzido as gravações do projeto com apenas 18 anos de idade. Com roteiro assinado pelo pai, a jovem diretora inova na mistura entre documentário e ficção para recriar um dos episódios de natureza ética e moral mais surpreendentes já vivenciados em seu país.

A narrativa abraça a história real de Zahra e Massoumeh, duas irmãs que viveram trancafiadas dentro de casa por doze anos sem nenhum tipo de contato com o mundo exterior. Privadas de liberdade pelo conservadorismo e extremismo dos próprios pais, as meninas passam a ser amparadas pelo serviço de assistência social de Teerã e começam a enfrentar um difícil processo de adaptação e de reconhecimento de suas individualidades, além de tentarem assimilar as regras básicas de convívio na comunidade em que nasceram e que ainda irão continuar crescendo. “A Maçã” se configura, basicamente, como um doloroso estudo antropológico que debate os conceitos de alteridade e resignação frente as relações de interação e profunda dependência que o ser humano tem em relação ao outro e ao seu próprio destino.

"Sib" (1998) de Samira Makhmalbaf - Hubert Bals Fund [nl] | MK2 Productions [fr] | Makhmalbaf Productions [ir]

Quem vai Ficar com Mary? (There’s Something About Mary, Estados Unidos, 1998)

Direção: Bobby Farrelly e Peter Farrelly

Os pares de anos que popularizaram os videocassetes durante toda a década de 80 e o início dos anos 90 também contribuíram – e muito – para a explosão dos blockbusters. Além das megaproduções de apelo comercial massivo, muitos estúdios passaram a investir em trabalhos menores de jovens cineastas que, por sua vez, aproveitaram essa nova onda cultural para lançar projetos que remodelaram um gênero bastante comum no cinema criando, assim, o nicho das comédias levemente escatológicas. Com todas essas mudanças, o trabalho de garimpar pérolas em um profundo poço de inutilidades ficava cada vez mais difícil, exceto quando percebia-se a franca e pontual ascensão de diretores como os irmãos Bobby e Peter Farrelly, que tiveram uma estreia impressionante com o hilário “Debi & Lóide: Dois Idiotas em Apuros” em 1994.

Já no terceiro trabalho, a dupla demonstra um amplo controle da dissimulação (fator essencial para a construção de um bom roteiro de comédia) e do poder de provocar o público através de um flerte indefinido com o politicamente incorreto. “Quem vai Ficar com Mary?” gira em torno dos esforços de Ted Stroehmann (Ben Stiller) para reencontrar Mary Jensen (Cameron Diaz), a garota por quem era apaixonado no ensino médio, época em que era um nerd extremamente destrambelhado. Criando o pior cenário possível para essa busca, ele resolve contratar os serviços de Pat Healy (Matt Dillon), um detetive particular de reputação questionável que acaba se apaixonando pelo seu alvo de investigação.

"There's Something About Mary" (1998) de Bobby Farrelly e Peter Farrelly - Twentieth Century Fox [us]

O Chamado (Ringu, Japão, 1998)

Direção: Hideo Nakata

A assustadora e sufocante trama de “O Chamado” se desenlaça após um grupo de adolescentes começar a morrer de forma inexplicável dias depois de frequentarem juntos uma colônia de férias. A jornalista Reiko Asakawa (Nanako Matsushima) inicia uma investigação com base em uma fita VHS encontrada por ela junto aos pertences de sua sobrinha, uma das vítimas desse misterioso acontecimento. O conteúdo do vídeo apresenta imagens bizarras e perturbadoras que se relacionam diretamente com uma famosa lenda urbana. Diz-se que a pessoa que tiver contato com a gravação recebe uma ligação de alerta, anunciando que em sete dias ela irá morrer. Descrente de toda a história até ser acometida pela maldição, Reiko agora precisa correr contra o tempo para desvendar esse enigma sobrenatural e escapar da morte.

Tão sintomática quanto a explosão dos blockbusters no mercado hollywoodiano, a espantosa invasão de engenhosos filmes de suspense e terror em telas do oriente acabava por movimentar os paradigmas culturais do peculiar cinema asiático, sobretudo o japonês. Clássico contemporâneo do gênero, “O Chamado” inaugurou a safra de produções que por alguns anos sustentou uma nova febre entre cinéfilos e não cinéfilos de todo o mundo cativando, essencialmente, um público mais jovem. O surpreendente e vigoroso trabalho do diretor Hideo Nakata ainda foi o grande responsável por retroalimentar o desejo obsessivo que o establishment do entretenimento no ocidente sempre nutriu pelas refilmagens imediatas (a versão estadunidense do longa estreou apenas quatro anos depois do lançamento da original).

"Ringu" (1998) de Hideo Nakata - Basara Pictures [jp] | Imagica [jp] | Asmik Ace Entertainment [jp]
Kadokawa Shoten Publishing Co. [jp] | Omega Project [jp] | Pony Canyon [jp] | Toho Company [jp]

Continuem acompanhando as atualizações! No sábado darei sequência à lista com a publicação da PARTE II!

Até lá...

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Vistos e Revistos em 2018 #novembro


Mesmo tendo chegado a afirmar que aquele não fora um desejo genuíno ou a necessidade de buscar um alívio para a alma, já se passou um mês desde o meu último desabafo. O pior é que o ano de 2018 continua me sufocando de uma maneira tão cruel que eu nem sei mais explicar quais são os verdadeiros porquês de continuar voltando aqui para reclamar um pouco mais.

Até ontem estava acreditando que a minha última publicação pudesse me dar mais uma injeção de ânimo e que a inspiração para escrever finalmente voltasse. Infelizmente não foi o que aconteceu, pois continuo enfrentando os demônios deste que, como eu já tinha dito anteriormente, vem sendo o ano mais duro e amargo que eu me recordo ter enfrentado. O maior dos problemas é que tudo isso vem afetando diretamente a rotina do blog, tanto é que sequer consegui publicar algum conteúdo de qualidade ao longo desses últimos meses.

Estou diante de uma situação agoniante, difícil e marcada pela desesperança. É muito triste saber também que, pelo terceiro ano consecutivo, eu apareça por aqui para fazer o mesmo tipo de promessa: tentar lançar, a toque de caixa, parte dos artigos que eu pretendia publicar ao longo do ano e me empenhar para trazer as minhas listas de filmes favoritos da temporada (acredito que essa última eu consiga fazer com certo entusiasmo, pois são as únicas que ainda continuo entregando no prazo).

Com todos esses dilemas ainda sobra tempo para pensar: se o blog existe há quatro anos e há três deles eu sempre venho aqui para escrever essa mesma ladainha de “falta de tempo x compromissos com o leitor”, dá a entender que esses meus artigos existem – de fato – para coroar essa correria que eu apronto e para me iludir de que tudo está dando certo. Ou seja, se todos esses textos são tradicionalmente publicados no sufoco em dezembro, não tem mais por que eu vir aqui me justificar que esses teriam que ser lançados em maio, junho ou julho. De duas proposições, pelo menos uma é correta: ou tento trabalhar com uma absurda falta de planejamento ou nutro essa vontade de me enganar constantemente. O que chega a ser bastante irônico...

Queria poder acreditar que seja somente a primeira, mas tenho plena convicção de que as duas são verdadeiras. Mas falando propriamente de cinema, pelo menos cumpri agora em novembro – dessa vez com um pouco menos de antecedência – aquela famosa meta anual de assistir ao menos um filme por dia. Dessa vez, o filme de número 365 foi “Aurora 1964” (2017), um documentário amargo e ao mesmo tempo esperançoso que casa perfeitamente com esse meu sentimento derrotista, mas que é bem propício para ajudar-nos a encarar os tempos sombrios pelos quais entramos recentemente.

Temos mais quatro semanas para o final de 2018 e tenho quatro eixos temáticos para trabalhar nesse pequeno espaço de tempo. Conseguirei escrever um texto por semana e entregar todos a tempo? Conseguirei cumprir todas as minhas promessas no apagar das luzes mais uma vez? Conseguirei voltar aqui para publicar mais alguma coisa? A resposta para todas essas perguntas ainda continua sendo um sincero “não sei”. O certo é que tenho um fim de semana inteiro pela frente para pensar e sei que a solução para todo esse problema virá da forma mais natural e serena possível.

Sobrevivendo ou não, saibam que a melhor escolha para os rumos desse espaço de comunicação terá sido feita! Só não posso continuar da forma que está...

Por hora, fiquem com a lista de todos os filmes que assisti durante o ano:

001 - À Beira do Abismo (The Big Sleep, Estados Unidos, 1946)

002 - A um Passo do Abismo (Over the Edge, Estados Unidos, 1979)

003 - Abaixo a Gravidade (Abaixo a Gravidade, Brasil, 2017)

004 - Adeus, Meninos (Au Revoir les Enfants, França | Alemanha Ocidental | Itália, 1987)

005 - Adolescente, A (The Young One, México | Estados Unidos, 1960)

006 - Affaires Publiques (Affaires Publiques, França, 1934)

007 - Agente Fora de Série, Um (Wo de te Gong Ye Ye, China | Hong Kong, 2016)

008 - Água Fria do Mar (Agua Fría de Mar, Costa Rica | França | Espanha | Holanda | México, 2010)

009 - Aitaré da Praia (Aitaré da Praia, Brasil, 1925)

010 - Alba (Alba, Equador | México | Grécia, 2016)

011 - Aleluia, Gretchen (Aleluia, Gretchen, Brasil, 1976)

012 - Ameaçados (Ameaçados, Brasil, 2014)

013 - Aniquilação (Annihilation, Reino Unido | Estados Unidos, 2018)

014 - Anjo Exterminador, O (El Ángel Exterminador, México, 1962)

015 - Anjos de Cara Suja (Angels with Dirty Faces, Estados Unidos, 1938)

016 - Anjos do Pecado (Les Anges du Péché, França, 1943)

017 - Armadilha, A (Klopka, Sérvia | Alemanha | Hungria, 2007)

018 - Artista do Desastre (The Disaster Artist, Estados Unidos, 2017)

019 - Atlantic Rhapsody (Atlantic Rhapsody - 52 Myndir úr Tórshavn, Dinamarca | Ilhas Faroe, 1990)

020 - Ato de Violência (Ato de Violência, Brasil, 1980)

021 - Através de um Espelho (Såsom i en Spegel, Suécia, 1961)

022 - Aurora 1964 (Aurora 1964, Brasil, 2017)

023 - Aventura Malgache (Aventure Malgache, Reino Unido, 1944)

024 - Aventureiros do Bairro Proibido, Os (Big Trouble in Little China, Estados Unidos, 1986)

025 - Balada de Narayama, A (Narayama Bushikô, Japão, 1983)

026 - Bangaologia - A Ciência do Estilo (Bangaologia - A Ciência do Estilo, Angola, 2016)

027 - Barbarella (Barbarella, França | Itália, 1968)

028 - Barbosa (Barbosa, Brasil, 1988)

029 - Barco para a Índia, Um (Skepp till India Land, Suécia, 1947)

030 - Beijo, O (The Kiss, Estados Unidos, 1896)

031 - Beijo na Boca (Beijo na Boca, Brasil, 1982)

032 - Bent (Bent, Reino Unido | Japão, 1997)

033 - Benzinho (Benzinho, Brasil | Uruguai | Alemanha, 2018)

034 - Bergman - 100 Anos (Bergman: A Year in a Life, Suécia | Noruega, 2018)

035 - Blablablá (Blablablá, Brasil, 1968)

036 - Blade Runner 2036: Nexus Dawn (Blade Runner 2036: Nexus Dawn, Estados Unidos, 2017)

037 - Blade Runner 2048: Nowhere to Run (Blade Runner 2048: Nowhere to Run, Estados Unidos, 2017)

038 - Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049, Estados Unidos | Reino Unido | Hungria | Canadá, 2017)

039 - Blade Runner: Black Out 2022 (Blade Runner: Black Out 2022, Estados Unidos, 2017)

040 - Bogeyman (Bogeyman, Reino Unido, 2013)

041 - Boi de Lágrimas (Boi de Lágrimas, Brasil, 2018)

042 - Bon Voyage (Bon Voyage, Reino Unido, 1944)

043 - Breadwinner, The (The Breadwinner, Irlanda | Canadá | Luxemburgo, 2017)

044 - Caça, A (Jagten, Dinamarca | Suécia, 2012)

045 - Cadela, A (La Chienne, França, 1931)

046 - Café com Canela (Café com Canela, Brasil, 2017)

047 - Cairo 678 (678, Egito, 2010)

048 - Caminhão, O (Le Camion, França, 1977)

049 - Caminho de Halima, O (Halimin Put, Croácia | Eslovênia | Bósnia e Herzegovina, 2012)

050 - Carnaval Atlântida (Carnaval Atlântida, Brasil, 1952)

051 - Carruagem Fantasma, A (Körkarlen, Suécia, 1921)

052 - Cenas de um Casamento (Scener ur ett Äktenskap, Suécia, 1973)

053 - 120 Batimentos por Minuto (120 Battements par Minute, França, 2017)

054 - Cérebro Maligno, O (Experiência Diabólica) (Donovan’s Brain, Estados Unidos, 1953)

055 - Chance (Chance, Panamá | Colômbia, 2009)

056 - Chegada do Senhor Sleeman, A (Herr Sleeman Kommer, Suécia, 1957)

057 - Chove Sobre Nosso Amor (Det Regnar på vår Kärlek, Suécia, 1946)

058 - Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos (Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, Portugal | Brasil, 2018)

059 - Cidade do Futuro, A (A Cidade do Futuro, Brasil, 2016)

060 - Cinco Dedos de Violência (Tian Xia Di Yi Quan, Hong Kong, 1972)

061 - Classe Operária vai para o Paraíso, A (La Classe Operaia va in Paradiso, Itália, 1971)

062 - Classical Period (Classical Period, Estados Unidos, 2018)

063 - Cocote (Cocote, Argentina | Alemanha | Catar | República Dominicana, 2017)

064 - Código Desconhecido (Code Inconnu: Récit Incomplet de Divers Voyages, França | Áustria | Romênia, 2000)

065 - Coisas Simples da Vida, As (Yi Yi, Taiwan | Japão, 2000)

066 - Colo (Colo, Portugal | França, 2017)

067 - Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent, Polônia | Reino Unido | Estados Unidos, 2017)

068 - Comando Final (SPL: Sha Po Lang, Hong Kong | Macau, 2005)

069 - Como Rechear um Biquini (How to Stuff a Wild Bikini, Estados Unidos, 1965)

070 - Condenado à Morte Escapou, Um (Un Condamné à Mort s’est Échappé ou Le Vent Souffle où il Veut, França, 1956)

071 - Confession (Confession, Brasil | França, 2002)

072 - Confronto no Pavilhão 99 (Brawl in Cell Block 99, Estados Unidos, 2017)

073 - Contra Corrente (Contracorriente, Peru | Colômbia | França | Alemanha, 2009)

074 - Cores da Montanha, As (Los Colores de la Montaña, Colômbia | Panamá, 2010)

075 - Corpo Cidade (Corpo Cidade, Brasil, 2012)

076 - Corpo e Alma (Teströl és Lélekröl, Hungria, 2017)

077 - Corra! (Get Out, Japão | Estados Unidos, 2017)

078 - Cortina de Açúcar, A (El Telón de Azúcar, Cuba | Espanha | França, 2005)

079 - Crise (Kris, Suécia, 1946)

080 - Crise de Representação (Crise de Representação, Brasil, 2016)

081 - Crônica de um Menino Solitário (Crónica de un Niño Solo, Argentina, 1965)

082 - Cruz dos Anos, A (Make Way for Tomorrow, Estados Unidos, 1937)

083 - Custódia (Jusqu’à la Garde, França, 2017)

084 - Da Vida das Marionetes (Aus dem Leben der Marionetten, Alemanha Ocidental | Suécia, 1980)

085 - Damas do Bois de Boulogne, As (Les Dames du Bois de Boulogne, França, 1945)

086 - De Certa Maneira (De Cierta Manera, Cuba, 1977)

087 - Dear Basketball (Dear Basketball, Estados Unidos, 2017)

088 - Delegado Lavardin (Inspecteur Lavardin, Suíça | França, 1986)

089 - Delírio de Loucura (Bigger than Life, Estados Unidos, 1956)

090 - Demon (Demon, Polônia | Israel, 2015)

091 - Depois do Ensaio (Efter Repetitionen, Suécia | Alemanha Ocidental, 1984)

092 - Desajustados (Fúsi, Islândia | Dinamarca, 2015)

093 - Desejo e Reparação (Atonement, Reino Unido | França | Estados Unidos, 2007)

094 - Destino de uma Nação, O (Darkest Hour, Estados Unidos | Reino Unido, 2017)

095 - Desvios (Desvios, Brasil, 2016)

096 - Diário de um Pároco de Aldeia (Journal d’un Curé de Campagne, França, 1951)

097 - Diário de uma Freira Africana, O (Diary of an African Nun, Estados Unidos, 1977)

098 - Diários de Classe (Diários de Classe, Brasil, 2017)

099 - Dias sem Tereza, Os (Os Dias sem Tereza, Brasil, 2018)

100 - Doentes de Amor (The Big Sick, Estados Unidos, 2017)

101 - Doutor Mabuse, o Jogador (Dr. Mabuse, der Spieler, Alemanha, 1922)

102 - Duas Irenes, As (As Duas Irenes, Brasil, 2017)

103 - Duelo de Campeões (The Game of Their Lives, Estados Unidos, 2005)

104 - Dunkirk (Dunkirk, Reino Unido | Holanda | França | Estados Unidos, 2017)

105 - Egungun (Egungun, Brasil, 1982)

106 - Elysium (Elysium, Estados Unidos, 2013)

107 - Em Ritmo de Fuga (Baby Driver, Reino Unido | Estados Unidos, 2017)

108 - Entrevista, A (The Interview, Estados Unidos, 2014)

109 - Era um Garoto que, Como Eu, amava os Beatles e os Rolling Stones (Era um Garoto que, Como Eu, amava os Beatles e os Rolling Stones, Brasil, 2018)

110 - Era uma Vez na China (Wong Fei Hung, Hong Kong, 1991)

111 - Escravos do Rancor (Abismos de Pasión, México, 1954)

112 - Espadachim de um Braço (Du Bei Dao, Hong Kong, 1967)

113 - Estranho, O (The Stranger, Estados Unidos, 1946)

114 - Eu os Declaro Marido e... Larry (I Now Pronounce You Chuck & Larry, Estados Unidos, 2007)

115 - Eu sou Curiosa - Amarelo (Jag är Nyfiken - En Film i Gult, Suécia, 1967)

116 - Eu sou Curiosa - Azul (Jag är Nyfiken - En Film i Blått, Suécia, 1968)

117 - Eu, Tonya (I, Tonya, Estados Unidos, 2017)

118 - Extraordinário (Wonder, Estados Unidos | Hong Kong, 2017)

119 - Faca no Coração (Un Couteau dans le Coeur, França | México | Suíça, 2018)

120 - Face a Face (Ansikte mot Ansikte, Suécia | Estados Unidos, 1976)

121 - Fanny e Alexander (Fanny och Alexander, Suécia | França | Alemanha Ocidental, 1982)

122 - Fanny e Alexander: Diário de uma Filmagem (Dokument Fanny och Alexander, Suécia, 1984)

123 - Fårö Dokument (Fårö Dokument, Suécia, 1970)

124 - Fascismo de Todos os Dias, O (Obyknovennyy Fashizm, União Soviética, 1965)

125 - Fera na Selva, A (A Fera na Selva, Brasil, 2017)

126 - Ferdinando, o Touro (Ferdinand the Bull, Estados Unidos, 1938)

127 - Filha do Advogado, A (A Filha do Advogado, Brasil, 1926)

128 - Filme da Minha Vida, O (O Filme da Minha Vida, Brasil, 2017)

129 - Filme de Cinema, Um (Um Filme de Cinema, Brasil, 2017)

130 - Flauta Mágica, A (Trollflöjten, Suécia, 1975)

131 - Fonte da Donzela, A (Jungfrukällan, Suécia, 1960)

132 - Fora do Jogo (Offside, Irã, 2006)

133 - Forma da Água, A (The Shape of Water, Estados Unidos, 2017)

134 - Fragmentos da Vida (Fragmentos da Vida, Brasil, 1929)

135 - Galeria F (Galeria F, Brasil, 2017)

136 - Garden Party (Garden Party, França, 2017)

137 - Gauguin: Viagem ao Taiti (Gauguin: Voyage de Tahiti, França, 2017)

138 - General, A (The General, Estados Unidos, 1926)

139 - Gênios do Mal (Chalard Games Goeng, Tailândia, 2017)

140 - Geração Baré-Cola: Usuários de Rock (Geração Baré-Cola: Usuários de Rock, Brasil, 2017)

141 - Glory (Slava, Bulgária | Grécia, 2016)

142 - Grande Jogada, A (Molly’s Game, China | Estados Unidos | Canadá, 2017)

143 - Grande Mestre Beberrão, O (Da Zui Xia, Hong Kong, 1966)

144 - Grande Mestre Invencível, O (Jui Kuen II, Hong Kong, 1994)

145 - Grande Roubo do Trem, O (The Great Train Robbery, Estados Unidos, 1903)

146 - Grande Testemunha, A (Au Hasard Balthazar, França | Suécia, 1966)

147 - Gretchen Filme Estrada (Gretchen Filme Estrada, Brasil, 2010)

148 - Grito, O (El Grito, México, 1968)

149 - Gritos e Sussurros (Viskningar och Rop, Suécia, 1972)

150 - Guarda, O (The Bank Dick, Estados Unidos, 1940)

151 - Guerra Fria (Zimna Wojna, Polônia | França | Reino Unido, 2018)

152 - Hanói, Terça-feira 13 (Hanoi, Martes 13, Cuba, 1968)

153 - Happy End (Happy End, França | Áustria | Alemanha, 2017)

154 - Harmonias de Werckmeister, As (Werckmeister Harmóniák, Hungria | Itália | Alemanha | França, 2000)

155 - Help (Help, Brasil, 2011)

156 - Heroína(s) (Heroin(e), Estados Unidos, 2017)

157 - Homem das Novidades, O (The Cameraman, Estados Unidos, 1928)

158 - Homem Mosca, O (Safety Last!, Estados Unidos, 1923)

159 - Homem que Comprou o Mundo, O (O Homem que Comprou o Mundo, Brasil, 1968)

160 - Homem que Matou John Wayne, O (O Homem que Matou John Wayne, Brasil, 2016)

161 - Homens que Eu Tive, Os (Os Homens que Eu Tive, Brasil, 1973)

162 - Hora do Amor, A (The Touch, Estados Unidos | Suécia, 1971)

163 - Hora do Lobo, A (Vargtimmen, Suécia, 1968)

164 - Hora do Lobo: A Busca pela Sanidade, A (Hour of the Wolf: The Search for Sanity, Estados Unidos, 2004)

165 - Ícaro (Icarus, Estados Unidos, 2017)

166 - Ilha do Milharal, A (Simindis Kundzuli, Geórgia | Alemanha | França | República Checa | Cazaquistão | Hungria, 2014)

167 - Imagem que Falta, A (L’Image Manquante, Camboja | França, 2013)

168 - Inaudito (Inaudito, Brasil | China, 2017)

169 - Incontrolável (Unstoppable, Estados Unidos, 2010)

170 - Incrível Homem que Encolheu, O (The Incredible Shrinking Man, Estados Unidos, 1957)

171 - Ingmar Bergman Faz um Filme (Ingmar Bergman Gör en Film, Suécia, 1963)

172 - Iniciados, Os (Inxeba, África do Sul | Alemanha | Holanda | França, 2017)

173 - Ironia da Sorte (He Who Gets Slapped, Estados Unidos, 1924)

174 - Isto não Aconteceria Aqui (Sånt Händer inte Här, Suécia, 1950)

175 - Jardim dos Finzi Contini, O (Il Giardino dei Finzi Contini, Itália | Alemanha Ocidental, 1970)

176 - Jim e Andy (Jim & Andy: The Great Beyond - Featuring a Very Special, Contractually Obligated Mention of Tony Clifton, Canadá | Estados Unidos, 2017)

177 - Jogador nº 1 (Ready Player One, Estados Unidos, 2018)

178 - Johnny vai à Guerra (Johnny Got His Gun, Estados Unidos, 1971)

179 - Juventude (Sommarlek, Suécia, 1951)

180 - Kappa Crucis (Kappa Crucis, Brasil, 2016)

181 - Kim Novak nunca Nadou Aqui (Kim Novak Badade Aldrig i Genesarets Sjö, Suécia | Noruega | Alemanha, 2005)

182 - Kinshasa Makambo (Kinshasa Makambo, República Democrática do Congo | França | Suíça | Alemanha | Catar | Noruega, 2018)

183 - Kong: A Ilha da Caveira (Kong: Skull Island, Estados Unidos | China, 2017)

184 - Lady Bird: É Hora de Voar (Lady Bird, Estados Unidos, 2017)

185 - Lamparina da Aurora (Lamparina da Aurora, Brasil, 2017)

186 - Lampião da Esquina (Lampião da Esquina, Brasil, 2016)

187 - Lei do Cão, A (A Lei do Cão, Brasil, 1967)

188 - Lembro mais dos Corvos (Lembro mais dos Corvos, Brasil, 2018)

189 - Les Bleus: Uma Outra História da França (Les Bleus: Une Autre Histoire de France, França, 2016)

190 - Lição de Amor, Uma (En Lektion i Kärlek, Suécia, 1954)

191 - Logan (Logan, Canadá | Austrália | Estados Unidos, 2017)

192 - LOU (LOU, Estados Unidos, 2017)

193 - Love is All You Need? (Love is All You Need?, Estados Unidos, 2012)

194 - Luz de Inverno (Nattvardsgästerna, Suécia, 1963)

195 - Luzes da Ribalta (Limelight, Estados Unidos, 1952)

196 - Maracanã (Maracaná, Brasil | Uruguai, 2014)

197 - Marcha sobre Roma, A (La Marcia su Roma, Itália | França, 1962)

198 - Marinheiro de Encomenda (Steamboat Bill, Jr., Estados Unidos, 1928)

199 - Marshall: Igualdade e Justiça (Marshall, Estados Unidos, 2017)

200 - Me Chame pelo seu Nome (Call me by your Name, Itália | França | Brasil | Estados Unidos, 2017)

201 - Medida Perfeita, A (The Perfect Fit, Reino Unido, 2011)

202 - Mégano, El (El Mégano, Cuba, 1955)

203 - Meio Sol Amarelo (Half of a Yellow Sun, Nigéria | Reino Unido, 2013)

204 - Melhor Escolha, A (Last Flag Flying, Estados Unidos, 2017)

205 - Memória dos Campos (Memory of the Camps - German Concentration Camps Factual Survey, Reino Unido, 2014)

206 - Memórias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo, Cuba, 1968)

207 - Menina de Barro (Menina de Barro, Brasil, 2017)

208 - Meu Corpo é Político (Meu Corpo é Político, Brasil, 2017)

209 - Milagre de Berna, O (Das Wunder von Bern, Alemanha, 2003)

210 - Minatomachi (Inland Sea, Japão | Estados Unidos, 2018)

211 - Minha Irmã, meu Amor (Syskonbädd 1782, Suécia, 1966)

212 - Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos (Mishima: A Life in Four Chapters, Estados Unidos | Japão, 1985)

213 - Miss Violence (Miss Violence, Grécia, 2013)

214 - Modelo de Pickman, El (El Modelo de Pickman, México, 2014)

215 - Mônica e o Desejo (Sommaren med Monika, Suécia, 1953)

216 - Monstro da Lagoa Negra, O (Creature from the Black Lagoon, Estados Unidos, 1954)

217 - Montevidéu - O Sonho da Copa (Montevideo, Bog te Video!, Sérvia, 2010)

218 - Moolaadé (Moolaadé, Senegal | Burkina Faso | Marrocos | Tunísia | Camarões | França, 2004)

219 - Morangos Silvestres (Smultronstället, Suécia, 1957)

220 - Morte de Stalin, A (The Death of Stalin, Reino Unido | Canadá | França | Bélgica | Estados Unidos, 2017)

221 - Mouchette, a Virgem Possuída (Mouchette, França, 1967)

222 - Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi (Mudbound, Estados Unidos, 2017)

223 - Mulher dos Cachorros, A (La Mujer de los Perros, Argentina, 2015)

224 - Mulher Fantástica, Uma (Una Mujer Fantástica, Chile | Alemanha | Espanha | Estados Unidos, 2017)

225 - Mulher Pública (Easy Virtue, Reino Unido, 1928)

226 - Mulher Veneziana, A (Venetianskan, Suécia, 1958)

227 - Mundialito (Mundialito, Brasil | Uruguai, 2010)

228 - Mundo a seus Pés, O (The World at Their Feet, México, 1970)

229 - Mundo de Andy, O (Man on the Moon, Reino Unido | Alemanha | Japão | Estados Unidos, 1999)

230 - Música na Noite (Musik i Mörker, Suécia, 1948)

231 - Nação do Medo, A (Fatherland, Estados Unidos, 1994)

232 - Não Amarás (Krótki Film o Milosci, Polônia, 1988)

233 - Nasce uma Estrela (A Star is Born, Estados Unidos, 1937)

234 - Nasce uma Estrela (A Star is Born, Estados Unidos, 1954)

235 - Nasce uma Estrela (A Star is Born, Estados Unidos, 1976)

236 - Nasce uma Estrela (A Star is Born, Estados Unidos, 2018)

237 - Nascimento de uma Nação, O (The Birth of a Nation, Estados Unidos, 1915)

238 - Navios de Terra (Navios de Terra, Brasil | Taiwan, 2017)

239 - Negative Space (Negative Space, França, 2017)

240 - No Intenso Agora (No Intenso Agora, Brasil, 2017)

241 - No Limiar da Vida (Nära Livet, Suécia, 1958)

242 - No Paiz das Amazonas (No Paiz das Amazonas, Brasil, 1922)

243 - Noite de Desamor (‘night, Mother, Estados Unidos, 1986)

244 - Noite e Neblina (Nuit et Brouillard, França, 1956)

245 - Noite Vazia (Noite Vazia, Brasil, 1964)

246 - Noites de Circo (Gycklarnas Afton, Suécia, 1953)

247 - Noiva do Pirata, A (La Fiancée du Pirate, França, 1969)

248 - Nos Vemos em Montevidéu (Montevideo, Vidimo Se!, Sérvia, 2014)

249 - Nunca me Sonharam (Nunca me Sonharam, Brasil, 2017)

250 - Olho do Diabo, O (Djävulens Öga, Suécia, 1960)

251 - Ophelia Caindo (Ophelia Caindo, Brasil, 2012)

252 - Outro Lado do Crime, O (O Outro Lado do Crime, Brasil, 1978)

253 - Outro Lado do Vento, O (The Other Side of the Wind, França | Irã | Estados Unidos, 2018)

254 - Ovo da Serpente, O (The Serpent’s Egg, Estados Unidos | Alemanha Ocidental, 1977)

255 - Padre Pedro e a Revolta das Crianças (Padre Pedro e a Revolta das Crianças, Brasil, 1984)

256 - Páginas de Menina (Páginas de Menina, Brasil, 2008)

257 - Pai Patrão (Padre Padrone, Itália, 1977)

258 - Paixão de Ana, A (En Passion, Suécia, 1969)

259 - Paixões Unidas (United Passions, França, 2014)

260 - Pajarito Gómez - Uma Vida Feliz (Pajarito Gómez - Una Vida Feliz, Argentina, 1965)

261 - Para não Falar de Todas Essas Mulheres (För att Inte Tala om Alla Dessa Kvinnor, Suécia, 1964)

262 - Parquelândia (Parquelândia, Brasil, 2018)

263 - Passageira, A (Magallanes, Peru | Argentina | Espanha, 2015)

264 - Pato, a Morte e a Tulipa, O (Ente, Tod und Tulpe, Alemanha, 2010)

265 - Patricinhas de Beverly Hills, As (Clueless, Estados Unidos, 1995)

266 - Pavor nos Bastidores (Stage Fright, Reino Unido, 1950)

267 - Pazúcus: A Ilha do Desarrego (Pazúcus: A Ilha do Desarrego, Brasil, 2017)

268 - Pedreira de São Diogo (Pedreira de São Diogo, Brasil, 1962)

269 - Pela Janela (Pela Janela, Brasil | Argentina, 2017)

270 - Pele de Monstro (Pele de Monstro, Brasil, 2017)

271 - Pelé: O Nascimento de uma Lenda (Pelé: Birth of a Legend, Estados Unidos, 2016)

272 - Penalidade Máxima (Tuya, Mía... ¡Te la Apuesto!, Colômbia | México, 2018)

273 - Perdidos e Malditos (Perdidos e Malditos, Brasil, 1970)

274 - Persona - Quando Duas Mulheres Pecam (Persona, Suécia, 1966)

275 - Piano que Conversa, O (O Piano que Conversa, Brasil, 2017)

276 - Pickpocket - O Batedor de Carteiras (Pickpocket, França, 1959)

277 - Planeta dos Macacos: A Guerra (War for the Planet of the Apes, Estados Unidos | Canadá | Nova Zelândia, 2017)

278 - Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes, Estados Unidos | Reino Unido | Canadá, 2011)

279 - Planeta dos Macacos: O Confronto (Dawn of the Planet of the Apes, Estados Unidos | Reino Unido | Canadá, 2014)

280 - Planeta Proibido (Forbidden Planet, Estados Unidos, 1956)

281 - Plano 9 do Espaço Sideral (Plan 9 from Outer Space, Estados Unidos, 1959)

282 - Poderoso Chefinho, O (The Boss Baby, Estados Unidos, 2017)

283 - Ponte, A (The Bridge, Reino Unido | Estados Unidos, 2006)

284 - Porto (Hamnstad, Suécia, 1948)

285 - Praça Paris (Praça Paris, Portugal | Argentina | Brasil, 2017)

286 - Primeiro, Mataram o Meu Pai (First they Killed my Father, Camboja | Estados Unidos, 2017)

287 - Prisão (Fängelse, Suécia, 1949)

288 - Processo, O (O Processo, Brasil, 2018)

289 - Processo de Joana d’Arc, O (Procès de Jeanne d’Arc, França, 1962)

290 - Professor Godoy (Professor Godoy, Brasil, 2009)

291 - Projeto Flórida (The Florida Project, Estados Unidos, 2017)

292 - Próxima Vítima, A (A Próxima Vítima, Brasil, 1983)

293 - Quando as Mulheres Esperam (Kvinnors Väntan, Suécia, 1952)

294 - 48 (48, Portugal, 2010)

295 - Quarto Camarim (Quarto Camarim, Brasil, 2017)

296 - Que Bom Te Ver Viva (Que Bom Te Ver Viva, Brasil, 1989)

297 - Railrodder, The (The Railrodder, Canadá, 1965)

298 - Rainha, A (The Queen, Reino Unido | Estados Unidos | França | Itália, 2006)

299 - Raro Evento, O (The Rare Event, Suíça | França | Reino Unido, 2018)

300 - Rastro de Maldade (Bone Tomahawk, Estados Unidos | Reino Unido, 2015)

301 - Rei do Show, O (The Greatest Showman, Estados Unidos, 2017)

302 - República dos Assassinos (República dos Assassinos, Brasil, 1979)

303 - Revolting Rhymes - Part One (Revolting Rhymes - Part One, Reino Unido, 2016)

304 - Revolting Rhymes - Part Two (Revolting Rhymes - Part Two, Reino Unido, 2016)

305 - Rito, O (Riten, Suécia, 1969)

306 - RoboCop, o Policial do Futuro (RoboCop, Estados Unidos, 1987)

307 - Roda Gigante (Wonder Wheel, Estados Unidos, 2017)

308 - Roman J. Israel, Esq. (Roman J. Israel, Esq., Estados Unidos, 2017)

309 - Room, The (The Room, Estados Unidos, 2003)

310 - Rosto, O (Ansiktet, Suécia, 1958)

311 - Rosto de Karin, O (Karins Ansikte, Suécia, 1984)

312 - Rumo à Alegria (Till Glädje, Suécia, 1950)

313 - Salamandra, A (La Salamandre, Suíça | França, 1971)

314 - Salve-se quem Puder! (The Passionate Plumber, Estados Unidos, 1932)

315 - Sangue do Condor, O (Yawar Mallku, Bolívia, 1969)

316 - Sangue Mineiro (Sangue Mineiro, Brasil, 1929)

317 - São Paulo, Sinfonia da Metrópole (São Paulo, Sinfonia da Metrópole, Brasil, 1929)

318 - Sede de Paixões (Törst, Suécia, 1949)

319 - Segredo do Corcunda, O (O Segredo do Corcunda, Brasil, 1924)

320 - Sem Amor (Nelyubov, Rússia | França | Alemanha | Bélgica, 2017)

321 - Sem Deus (Bezbog, Bulgária | Dinamarca | França, 2016)

322 - Sem Perdão (Shot Caller, Estados Unidos, 2017)

323 - Separação, A (Jodaeiye Nader az Simin, Irã | França, 2011)

324 - Serei Amado Quando Morrer (They’ll Love Me When I’m Dead, Estados Unidos, 2018)

325 - Sete Oportunidades (Seven Chances, Estados Unidos, 1925)

326 - Sete Vampiras, As (As Sete Vampiras, Brasil, 1986)

327 - 78/52 (78/52, Estados Unidos, 2017)

328 - Sétimo Selo, O (Det Sjunde Inseglet, Suécia, 1957)

329 - Sherlock Jr. (Bancando o Águia) (Sherlock Jr., Estados Unidos, 1924)

330 - Silêncio, O (Tystnaden, Suécia, 1963)

331 - Silêncio do Vento, O (El Silencio del Viento, Porto Rico | República Dominicana | França, 2017)

332 - Simão do Deserto (Simón del Desierto, México, 1965)

333 - Simão, o Caolho (Simão, o Caolho, Brasil, 1952)

334 - Skhizein (Skhizein, França, 2008)

335 - Slacker (Slacker, Estados Unidos, 1990)

336 - Sol Alegria (Sol Alegria, Brasil, 2018)

337 - Sol Nasceu para Todos, O (O Sol Nasceu para Todos, Brasil, 2016)

338 - Soldadinhos (Les Petits Soldats, França, 2004)

339 - Sonâmbulos, Os (Os Sonâmbulos, Brasil, 2018)

340 - Sonata de Outono (Höstsonaten, França | Alemanha Ocidental | Suécia | Reino Unido, 1978)

341 - Sonhos de Mulheres (Kvinnodröm, Suécia, 1955)

342 - Sonhos Impossíveis (Day Dreams, Estados Unidos, 1922)

343 - Sorridente Madame Beudet, A (La Souriante Madame Beudet, França, 1923)

344 - Sorrisos de uma Noite de Amor (Sommarnattens Leende, Suécia, 1955)

345 - Square: A Arte da Discórdia, The (The Square, Suécia | Alemanha | França | Dinamarca, 2017)

346 - Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força (Star Wars Episode VII: The Force Awakens, Estados Unidos, 2015)

347 - Star Wars Episódio VIII: Os Últimos Jedi (Star Wars Episode VIII: The Last Jedi, Estados Unidos, 2017)

348 - Strong Island (Strong Island, Estados Unidos | Dinamarca, 2017)

349 - Teatro, O (The Playhouse, Estados Unidos, 1921)

350 - Telenovela Errante, La (La Telenovela Errante, Chile, 2017)

351 - Tempo do Corte, O (O Tempo do Corte, Brasil, 2013)

352 - Terra em Transe (Terra em Transe, Brasil, 1967)

353 - Terra sem Pão (Las Hurdes, Espanha, 1933)

354 - Terremoto Santo (Terremoto Santo, Brasil, 2017)

355 - The Post: A Guerra Secreta (The Post, Reino Unido | Estados Unidos, 2017)

356 - Tigre e o Dragão, O (Wo Hu Cang Long, Taiwan | Hong Kong | Estados Unidos | China, 2000)

357 - Todo o Dinheiro do Mundo (All the Money in the World, Estados Unidos | Itália | Reino Unido, 2017)

358 - Todos os Corações do Mundo (Two Billion Hearts, Brasil, 1995)

359 - Tortura do Silêncio, A (I Confess, Estados Unidos | Canadá, 1953)

360 - Touro Ferdinando, O (Ferdinand, Estados Unidos, 2017)

361 - Trágico Amanhecer (Le Jour se Lève, França, 1939)

362 - Trama Fantasma (Phantom Thread, Reino Unido | Estados Unidos, 2017)

363 - Trás-os-Montes (Trás-os-Montes, Portugal, 1976)

364 - Três Anúncios para um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Reino Unido | Estados Unidos, 2017)

365 - Três Eras, As (Three Ages, Estados Unidos, 1923)

366 - Treze Pontos, Os (Os Treze Pontos, Brasil, 1985)

367 - 36ª Câmara de Shaolin, A (Shao Lin San Shi Liu Fang, Hong Kong, 1978)

368 - Trinta Anos Esta Noite (Le Feu Follet, França, 1963)

369 - Tríptico (Tríptico, Brasil, 2002)

370 - Ukamau (Ukamau, Bolívia, 1966)

371 - Universo Preto Paralelo (Universo Preto Paralelo, Brasil, 2017)

372 - Vampiros, Os (Les Vampires, França, 1915)

373 - Vampiros da Miséria, Os (Agarrando Pueblo, Colômbia, 1977)

374 - Vaqueiro Avacalhado (Go West, Estados Unidos, 1925)

375 - Venceremos (Venceremos, Chile, 1970)

376 - Veneza Americana (Veneza Americana, Brasil, 1924)

377 - Vênus: Filó, a Fadinha Lésbica (Vênus: Filó, a Fadinha Lésbica, Brasil, 2017)

378 - Vergonha (Skammen, Suécia, 1968)

379 - Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha (Victoria & Abdul, Reino Unido | Estados Unidos, 2017)

380 - Vida como Rizoma (Vida como Rizoma, Brasil, 2017)

381 - Vida em Suspense, Uma (The Slender Thread, Estados Unidos, 1965)

382 - Vingador Tóxico, O (The Toxic Avenger, Estados Unidos, 1984)

383 - Visages Villages (Visages Villages, França, 2017)

384 - Vítimas da Tormenta (Sciuscià, Itália, 1946)

385 - Vítimas do Pecado (Víctimas del Pecado, México, 1951)

386 - Viva: A Vida é uma Festa (Coco, Estados Unidos, 2017)

387 - Você Nunca Esteve Realmente Aqui (You Were Never Really Here, Reino Unido | França, 2017)

388 - Watermelon Woman, The (The Watermelon Woman, Estados Unidos, 1996)

389 - White Sun (Seto Surya, Nepal | Holanda | Catar | Estados Unidos, 2016)

390 - Z (Z, França | Argélia, 1969)

391 - Zabriskie Point (Zabriskie Point, Estados Unidos | Itália, 1970)

392 - Zero Kelvin - Sem Limites (Kjærlighetens Kjøtere, Noruega | Suécia, 1995)

393 - Zona Verde (Green Zone, Reino Unido | França | Espanha | Estados Unidos, 2010)

"Aurora 1964" (2017) de Diego Di Niglio - Viu Cine [br]