terça-feira, 4 de agosto de 2015

“Sangue Azul” de Lírio Ferreira é destaque do Projeto “Cinema em Transe” nesta terça no Sesc Palladium | Rotina em Belo Horizonte

Vigoroso e enigmático como a atmosfera circense, claustrofóbico e fervilhante como um amor proibido. “Sangue Azul”, do festejado diretor pernambucano Lírio Ferreira, dará sequência à excelente programação de 2015 do Projeto “Cinema em Transe” trazendo para a tela a magia das impossibilidades e a agonia afetuosa de reencontros improváveis. Com paisagens extremamente exuberantes realçadas por uma fotografia impecável e povoadas por um elenco de primeira grandeza, o terceiro longa-metragem de Lírio produzido para os cinemas pode ser conferido hoje, às 20:00, na Sala Professor José Tavares de Barros do Sesc Palladium, no centro de Belo Horizonte.

Há vinte anos, uma pequena, aprazível e edênica ilha vulcânica do Atlântico Sul foi cenário de uma dolorosa separação. Rosa (Sandra Corveloni) temia que uma relação incestuosa fosse desenvolvida entre seus filhos pequenos e, sem muitas escolhas, optou por mandar o menino para o continente, afastando-o da irmã. A guarda do garoto, com dez anos na época, foi entregue à Kaleb (Paulo César Peréio) famoso ilusionista e dono do Circo Netuno que passeava pela ilha. Kaleb começa a introduzir o menino nas artes do circo e a instruí-lo na evolução de sua espirituosidade. O ilhéu acaba se transformando em Zolah, o Homem-Bala (Daniel de Oliveira) que regressa à sua terra natal, depois de muito tempo, para uma curta temporada de apresentações junto com a sua trupe. O reencontro com Raquel (Caroline Abras) é inevitável e promete reacender os desejos mais inflamáveis e angustiantes que, de fato, Zolah nutria pela irmã.

Com outros nomes de peso no elenco, como Matheus Nachtergaele e Milhem Cortaz, “Sangue Azul” foi filmado no paradisíaco arquipélago de Fernando de Noronha e teve a sua estreia em julho do ano passado, durante o Festival de Paulínia, ensandecendo instantaneamente o público que acompanhava a projeção. A carreira de Festivais é curta, mas já vem rendendo ao longa boas premiações e ampliação afamada de reconhecimento e de popularidade. Durante as celebrações no interior paulista, o filme conquistou os prêmios de melhor fotografia, para Mauro Pinheiro Jr., e melhor figurino, para Juliana Prysthon. Ainda em 2014, o filme venceu o Troféu Redentor na categoria de Melhor Filme de Ficção da Mostra Première Brasil do Festival do Rio, que também agraciou Lírio Ferreira com o prêmio de Melhor Diretor, e Rômulo Braga com o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por sua atuação como Cangulo. Já em 2015, “Sangue Azul” abriu a tradicional e prestigiada Mostra Panorama, em exibição hors concours durante o Festival Internacional de Berlim.

"Sangue Azul" (2014) de Lírio Ferreira - Drama Filmes [br]

“Na estrada” há mais de vinte anos, o diretor, produtor e roteirista recifense Lírio Ferreira possui em seu currículo um leque variado de produções, obras marcantes que contribuíram muito para alavancar o visceral e pujante cinema pernambucano. Cinema esse que vem ganhando respeito e notoriedade em vários festivais e mostras competitivas de todo o mundo. Lírio começou a carreira com dois curtas-metragens de ficção intrigantes sobre duas figuras peculiares de histórias e passagens completamente distintas: “O Crime da Imagem” (1992) sobre o messiânico Antônio Conselheiro; e “That’s a Lero-Lero” (1994) sobre o controverso Orson Welles. Ele também é responsável por dois dos documentários mais belos produzidos no Brasil nos últimos anos: “Cartola - Música para os Olhos” (2007), sobre a vida do nosso eterno e divino poeta das rosas; e “O Homem que Engarrafava Nuvens” (2009) sobre a trajetória musical de Humberto Teixeira, o inseparável parceiro do Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

O cineasta realizou outros dois longas-metragens de ficção, “Baile Perfumado” (1997) e “Árido Movie” (2005), que integram, inclusive, uma outra mostra que também está em cartaz no Sesc Palladium no mês de agosto e que ainda serão exibidos ao longo desta semana. O evento “Imaginários do Sertão - Palavra e Imagem” (artigo AQUI) vem promovendo, desde o último sábado, uma série de encontros que discutem as influências mútuas entre o cinema e a literatura e as maneiras como essas duas artes contribuem para a preservação da memória e para a construção da identidade do Brasil. Lírio Ferreira estará em Belo Horizonte no final desta semana para participar de alguns ciclos de debates sobre os filmes, mas já podemos aproveitar o dia de hoje para começar a ter contato com o seu trabalho assistindo a “Sangue Azul”, este que talvez seja o seu projeto mais ambicioso.

Criado em janeiro de 2013 com o intuito de promover o Cinema Nacional, o Projeto “Cinema em Transe” se transformou em um importante veículo para a disseminação de produções lançadas recentemente e que obtiveram destaque significativo em festivais de cinema pelo Brasil e pelo mundo. Ao longo desses últimos dois anos, as ações do projeto contribuíram muito para a divulgação e difusão do cinema produzido no país, explorando vários temas e possibilitando um contato maior do público com importantes obras da nossa cinematografia, por vezes raras e de difícil acesso.

Ressalvando o enorme valor cultural do projeto, vale lembrar que as exibições no Sesc Palladium são quinzenais e em sessão única. Dessa forma, se a divulgação desses filmes não for feita permanentemente, muitos deles continuarão enfrentando grandes dificuldades para serem distribuídos ou se lançarem no circuito comercial. Alguns desses excelentes filmes, por exemplo, são inéditos em Belo Horizonte e, lamentavelmente, terão pouco ou nenhum destaque nas salas de cinema da cidade. Confira, então, as produções já exibidas pelo projeto em 2015 com o link para os respectivos artigos e ajudem a divulgá-los:

- “Branco Sai, Preto Fica” (DF) de Adirley Queirós (em breve na Coluna “Identidade Nacional”);









Viva o Cineclubismo e viva o Cinema Nacional!


Observação: a entrada para a sessão de “Sangue Azul” esta noite é gratuita, mas é necessário retirar os ingressos na bilheteria do Sesc Palladium duas horas antes da sessão. O espaço está sujeito a lotação.

A Sala Professor José Tavares de Barros está localizada no Sesc Palladium, na Avenida Augusto de Lima 420, centro de Belo Horizonte.

sábado, 1 de agosto de 2015

Cinema Nacional da melhor qualidade marca o início das comemorações do 4o aniversário do Espaço Cultural Sesc Palladium | Rotina em Belo Horizonte

Solidificando-se como um dos principais espaços culturais da capital mineira nos últimos anos, o Sesc Palladium completa, neste mês de agosto, quatro anos de funcionamento. Dentro da programação de aniversário, a casa oferece para o seu público (cada vez mais fiel) mais de 70 atrações artísticas e atividades de formação, sendo que muitos desses eventos serão gratuitos. Dentre eles serão apresentados diversos espetáculos teatrais, lançamentos de alguns livros, declamações de poesias e shows especiais com alguns dos principais nomes da música popular brasileira.

O cinema, é claro, também não poderia ficar de fora do cardápio de atrações deste mês festivo e, a partir de hoje até o dia 9 de agosto, na Sala Professor José Tavares de Barros, o evento “Imaginários do Sertão - Palavra e Imagem” chega para promover uma série de encontros que pretendem discutir tanto as relações quanto as influências mútuas entre a literatura e o cinema, propondo uma reflexão sobre a forma como essas duas artes contribuem na representação e na construção das ideias de nação, analisando os registros especiais feitos por meio da imagem do sertão nordestino brasileiro. O projeto de artes integradas envolverá cursos, ciclos de debates, apresentação de poemas de cordel e o lançamento de “Cinema e Cordel: Jogo de Espelhos”, livro de Sylvie Debs.

As sessões de cinema começaram logo mais, às 16:20, com a projeção de dois mágicos e singelos curtas-metragens. Baseada em uma história de cordel do famoso xilogravurista e cordelista pernambucano J. Borges, é a animação em curta-metragem “A Moça que Dançou Depois de Morta” (2003), de Ítalo Cajueiro, que abrirá a programação especial da Mostra de Cinema do Encontro. Produzido inteiramente com os desenhos originais, Ítalo dá vida aos firmes traços de J. Borges para contar a história de um rapaz que se apaixona por uma misteriosa moça em um baile de carnaval do interior do nordeste. “O Lobisomem e o Coronel” (2002), outro curta Ítalo Cajueiro será exibida logo na sequência. Neste, o desenhista e animador divide a direção com Elvis Kleber Figueiredo.

"A Moça que Dançou Depois de Morta" (2003) de Ítalo Cajueiro - Exemplus Comunicação [br]

Dentre os longas-metragens ficcionais, a programação é muito variada e abrange filme de várias décadas, perpassando por alguns dos maiores clássicos do Cinema Novo, por filmes de sucesso produzidos nos anos que se seguiram à pós-retomada do cinema brasileiro, e obras engenhosamente singulares e fantásticas da recente fase de produção de filmes no país. Chama a atenção, inclusive dentro dessa programação, a quantidade de filmes que estão relacionadas ao tema do Cangaço, movimento sanguinolento, vingativo, mas extremamente revolucionário e fundamental para a construção de uma identidade pungente essencial para uma região tão sofrida quanto é a do nordeste brasileiro.

O mais antigo título dentre os selecionados, e primeiro filme brasileiro a ser premiado internacionalmente ao receber uma menção especial no Festival de Cannes, “O Cangaceiro” (1953) de Lima Barreto conta as investidas de um grupo de cangaceiros liderados pelo Capitão Galdino Ferreira, que sequestra a professora de um vilarejo local, mas, tão logo, o bando acaba entrando em conflito quando um de seus membros acaba se apaixonando pela vítima. Estrelado por Milton Ribeiro, Alberto Ruschel e Vanja Orico, o longa ainda conta com diálogos escritos pela romancista cearense Rachel de Queiroz. Imperdível!

Retratando o sofrimento de vidas vergastadas pela pobreza e tangidas pela força da religiosidade, ações que sempre acabam colocando em evidência o conflito entre o bem e o mal, seguimos com “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964). Clássico absoluto do Cinema Novo, o longa dirigido por Glauber Rocha conta, segundo as palavras do próprio cineasta, “a dramática aventura de um homem que se perde entre um deus negro e um diabo louro, guiado por uma testemunha cega e perseguido pela morte”. Este homem é Manuel, um simples trabalhador rural que, movido pela revolta, tira a vida de seu coronel. Dividido entre os conselhos de Beato Sebastião, um messias revolucionário, e de Corisco, um amotinado cangaceiro, o pobre homem passa a ser perseguido pelo destemido matador de aluguel Antônio das Mortes.

"Deus e o Diabo na Terra do Sol" (1964) de Glauber Rocha
Banco Nacional de Minas Gerais [br] | Copacabana Filmes [br] | Luiz Augusto Mendes Produções Cinematográficas [br]

O antropofágico “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” (1969) também de Glauber, traz de volta a fantasia mitologicamente vicinal da personagem de Antônio das Mortes em mais uma perseguição sanguinária. A quase continuação de “Deus e o Diabo na Terra do Sol” possui uma trama mais simples, mas não menos genial, sendo considerado, por muitos, um verdadeiro “western do sertão brasileiro”. Já os mais recentes “Corisco e Dadá” (1996) de Rosemberg Cariry e “Baile Perfumado” (1997) de Paulo Caldas e Lírio Ferreira marcam o renascimento do cinema nordestino, principalmente o pernambucano, contando as histórias reais de personagens das mais importantes do período do Cangaço.

O primeiro retrata história real da relação de afeição gradativa de Dadá pelo temido cangaceiro Corisco, o Diabo Louro, que sequestra a garota de apenas 12 anos e ainda a estupra, fazendo dela sua esposa. O segundo conta as investidas do mascate libanês Benjamin Abrahão Botto e sua relação estreita e valente com os líderes do cangaço. Amigo íntimo de Padre Cícero, Benjamin é o responsável pelos únicos registros iconográficos de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e o seu temido bando, incluindo até mesmo Corisco e Dadá.

Por outro lado, e fora das contradições políticas e sociais transcorridas do movimento do cangaço, observamos uma outra série de dramas particulares e dolorosos de pessoas comuns que nutrem em seu âmago a famosa relação de amor e ódio com a árida e, por vezes, inóspita e rude atmosfera sertaneja. Em “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005) de Marcelo Gomes, por exemplo, observamos dois homens vindos de mundos completamente diferentes se encontrarem. Um deles é um alemão que fugiu dos conflitos da Segunda Guerra Mundial, e o outro, um brasileiro humilde que sempre viveu as amarguras do sertão. A bordo de um caminhão, os novos amigos aprendem a respeitar as suas diferenças, e tentam vencer todas as adversidades impostas pela seca voraz que sempre assolou a região. “Cinema, Aspirinas e Urubus” ganhou menção especial na coluna “Três Assim” sobre a temática dos “road movies brasileiros”, para visitar o artigo completo é só clicar AQUI.

E com base nessa homogênea e, ao mesmo tempo, diversificada programação, o Rotina Cinemeira faz uma pequena seleção e agora indica seis filmes que refletem das maneiras mais plurais os diversos efeitos da seca na sofrida população nordestina brasileira. Já desejando um bom divertimento e boas sessões, confira agora as nossas principais recomendações:

Vidas Secas (Vidas Secas, Brasil, 1963)

Direção: Nelson Pereira dos Santos

Baseado na obra homônima do alagoano Graciliano Ramos, “Vidas Secas” mostra o drama de uma família de retirantes carentes que vive pressionada pela seca que assola o sertão nordestino brasileiro. Vagando praticamente sem rumo sobre uma terra estéril e à procura de um lugar melhor para sobreviver, Fabiano (Átila Iório), Sinhá Vitória (Maria Ribeiro), seus dois filhos (Gilvan Lima e Genivaldo Lima) e a cachorrinha Baleia resistem com bravura e esperança, tentando sempre escapar das investidas combalidas da miséria, que insistem em esmorecê-los em um ciclo de sofrimento imposto por um severo fazendeiro (Joffre Soares) que lhes oferece pouca comida e muito trabalho.

"Vidas Secas" (1963) de Nelson Pereira dos Santos - Luiz Carlos Barreto Produções Cinematográficas [br] | Sino Filmes [br] 

Os Fuzis (Os Fuzis, Brasil | Argentina, 1964)

Direção: Ruy Guerra

No ano de 1963, policiais militares chegam a uma região extremamente pobre do nordeste brasileiro para impedir que a população de uma cidade, revoltada com os resultados insatisfatórios da última colheita, saqueie um depósito de alimentos. Em meio a essa confusão, os oficiais que foram enviados para garantir o direito de propriedade do Estado são apresentados a uma outra realidade e acabam conhecendo um cenário verdadeiramente desolador. Alguns ficam chocados com a completa irresponsabilidade e negligência do Governo que, ao invés de enviar comida aos mais necessitados, envia soldados para combater um inimigo inexistente. Aqui, a opressão se rende à fome que, por sua vez, se rende à uma aridez flageladora.

"Os Fuzis" (1964) de Ruy Guerra - Copacabana Filmes [br] | Daga Filmes [br] | Inbracine Filmes [br]

Central do Brasil (Central do Brasil, Brasil | França, 1998)

Direção: Walter Salles

Vencedor do Urso de Ouro do Festival Internacional de Berlim de 1998 e do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro em 1999, “Central do Brasil” conta a jornada acolhedora e emotiva de Dora (Fernanda Montenegro), uma mulher que trabalha escrevendo cartas para analfabetos na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. A ex-professora resolve ajudar Josué (Vinícius de Oliveira), um garoto que acabou de perder a mãe em um atropelamento e tenta, desesperadamente, encontrar o pai que nunca conheceu e que mora no sertão nordestino. Mesmo a contragosto, Dora embarca com Josué para o interior da Bahia, rumo ao fascinante e sofrido coração de um Brasil que ela jamais imaginava conhecer.

"Central do Brasil" (1998) de Walter Salles - MACT Productions [fr] | Riofilme [br]

Árido Movie (Árido Movie, Brasil, 2005)

Direção: Lírio Ferreira

Jonas (Guilherme Weber) vive em São Paulo e trabalha como o repórter do tempo de uma grande Rede de Televisão do Brasil. Depois de muitos anos ausente, ele marca uma viagem de retorno para a sua cidade natal, no interior do Nordeste. O motivo é a morte de Lázaro (Paulo César Peréio), o pai com quem teve pouco contato na infância e que foi assassinado inesperadamente. O jovem jornalista enfrenta problemas até chegar à cidade, até que recebe a ajuda de Soledad (Giulia Gam), uma documentarista que está na região produzindo um filme sobre a escassez de água no sertão.

Ao chegar no velório, Jonas encontra uma parte da família a qual, até então, não conhecia. Dessa forma, ele passa a enfrentar as barreiras geográficas do estranhamento quando todos começam a lhe cobrar a execução de uma tradicional vingança contra a morte de Lázaro. “Árido Movie” retrata o encontro contrastado de um sertanejo urbanizado com as suas mais distantes raízes, recebendo uma “herança” que a sua própria memória relutava em denegar.

"Árido Movie" (2005) de Lírio Ferreira - Cinema Brasil Digital [br]

O Céu de Suely (O Céu de Suely, Brasil | Alemanha | Portugal | França, 2006)

Direção: Karim Aïnouz

Hermila (Hermila Guedes) é uma jovem de 21 anos que regressa de São Paulo à pequena Iguatu, sua cidade natal localizada no interior do Ceará. Ela volta juntamente com seu filho Matheuzinho e aguarda, para dentro de algumas semanas, a chegada de Matheus, pai da criança que ficou na capital paulista para resolver algumas pendências. Porém, o tempo passa e Matheus simplesmente desaparece. Ao se dar conta de que precisa ir embora outra vez, Hermila tem uma ideia inusitada: adotar o nome de Suely e rifar o próprio corpo com o objetivo de levantar uma boa quantidade de dinheiro. Sua intenção é comprar passagens de ônibus para iniciar uma nova vida longe de tudo e de todos.

"O Céu de Suely" (2006) de Karim Aïnouz
Celluloid Dreams [fr] | Fado Filmes [pt] | Shotgun Pictures [de] | VideoFilmes [br]

A História da Eternidade (A História da Eternidade, Brasil, 2014)

Direção: Camilo Cavalcante

Ensaio sinestésico do amor, dos sonhos e dos desejos emanados pelo Sertão, “A História da Eternidade” acompanha três gerações de mulheres que vivem suas intensas paixões em um desértico vilarejo do nordeste brasileiro, cada uma ao seu modo. Alfonsina (Débora Ingrid) aguarda ansiosa pelo seu aniversário de 15 anos; Querência (Marcelia Cartaxo) procura castelar a sua felicidade ouvindo apaixonadas serenatas; já Aureliana (Zezita Matos) espera apenas um abraço de seu neto, que em breve chegará para uma visita. Os sentimentos das revolucionarão a paisagem afetiva de todos moradores da comunidade, personagens fantásticos de um mundo romanesco no qual as concepções de vida são limitadas, seres humanos que lidam com as expectativas através da eterna agonia da espera, a única saída para enfrentar uma trágica e obscura realidade.

"A História da Eternidade" (2014) de Camilo Cavalcante - Divulgação

Para ficar por dentro do cronograma, basta conferir as informações e a programação completa dos eventos que estão disponíveis no site do Sesc Palladium (sescmg.com.br/sescpalladium), ou acessá-las diretamente pelo link “Imaginários do Sertão - Palavra e Imagem”.

Lembrando que a entrada para as sessões é gratuita, mas é necessário retirar os ingressos na bilheteria do Sesc duas horas antes de cada exibição. O espaço está sujeito a lotação. Observação: a casa não funciona às segundas-feiras.

A Sala Professor José Tavares de Barros está localizada no Sesc Palladium, na Avenida Augusto de Lima 420, centro de Belo Horizonte.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

20 Filmes que completam 20 Anos em 2015 | Parte IV

Um drama estupendo e verdadeiro que examina com uma delicadeza ácida o polêmico tema da pena de morte; o álcool como instrumento de fuga das pressões e amarguras da vida; a confusão organizada do diretor que consegue transmitir, de maneira surreal, os dilemas de um existencialismo problemático e de um futuro malogrado; a combinação perfeita que faz de alguns filmes de Martin Scorsese sucessos absolutos; e o nascimento de um dos estúdios mais importantes da contemporaneidade que alcançou o sucesso com o lançamento de seu longa de estreia, considerado o primeiro da história do cinema de animação a ser feito inteiramente através do computador.

Dessa forma, o Rotina Cinemeira encerra a retrospectiva realizada ao longo deste mês de julho, elencando 20 importantes trabalhos produzidos e lançados em um não tão distante 1995, ano repleto de filmes inesquecíveis, clássicos contemporâneos que ainda mantém o fôlego e chegam vigorosos em 2015, completando os seus 20 anos. Preciosidades que, se ainda não estão, já deveriam estar nas estantes (ou nos HDs) de qualquer cinéfilo.

Os Últimos Passos de um Homem (Dead Man Walking, Reino Unido | Estados Unidos, 1995)

Direção: Tim Robbins

O nó na garganta e o desespero angustiante de uma personagem da vida real deram a Susan Sarandon o seu único, demorado e, enfim, merecidíssimo Oscar de Melhor Atriz. Em “Os Últimos Passos de um Homem” ela interpreta a Irmã Helen Prejean, uma freira católica que passa a ser a guia espiritual de Matthew Poncelet (Sean Penn), um homem que já caminha condenado pelos corredores da morte de uma penitenciária do Estado da Louisiana, nos Estados Unidos. Matthew enviou uma carta à irmã, pois foi considerado culpado pelo assassinato de um casal de adolescentes, sendo que uma das vítimas ainda fora estuprada antes de morrer. Tomando conhecimento das provas precárias que levaram à condenação de Matthew, Helen decide ajudá-lo.

Mesmo com a reponsabilidade e a incumbência profissional (e, por que não, divina) de sempre consolar alguns encarcerados, Helen permite se aproximar um pouco mais de Matthew, criando um forte vínculo de amizade. A partir desse momento, o seu envolvimento com o caso se torna tão intenso que até mesmo uma certa empatia com os familiares das vítimas começa a ser estabelecida. À espera de que a execução seja realizada a qualquer momento, tanto o condenado quanto as famílias observam a luta que a Irmã Prejean ainda trava para salvar uma vida. O desencadear de fortes emoções mostram as vigílias e as impacientadas tentativas de se conseguir a suspensão da pena por parte do Governador, à mesma medida em que cenas do crime brutal também vão sendo intercaladas na trama, revelando ao espectador as verdades sobre os eventos ocorridos.

Um ano após se destacar interpretando Andy Dufresne no fantástico “Um Sonho de Liberdade” (1994) de Frank Darabont, Tim Robbins volta a abordar a temática da situação carcerária de seu país em sua segunda incursão como cineasta (ele já havia realizado a comédia “Bob Roberts”, em 1992). Para o diretor, o que era utópico e beirava o fantasioso no longa de Darabont, agora soa frio, sombrio e realisticamente cru em seu próprio filme. Já para a verdadeira Irmã Helen, qualquer vida é importante, valendo a pena o esforço de lutar pela sua preservação.

A discussão sobre a pena de morte sempre gerará milhares de debates, embates e opiniões controversas. “Os Últimos Passos de um Homem” é uma história finamente desenhada que nos envolve plenamente aos dilemas das personagens pois, embora não nos mostre uma história que aconteceu legitimamente, reflete muito o conjunto das experiências reais e dolorosas que Helen Prejean viveu por anos em algumas penitenciárias estadunidenses.

"Dead Man Walking" (1995) de Tim Robbins - Havoc | Polygram Filmed Entertainment [us] | Working Title Films [gb]

Despedida em Las Vegas (Leaving Las Vegas, Estados Unidos, 1995)

Direção: Mike Figgis

Foram as angústias desesperadas de Ben Sanderson, um alcoólatra inveterado que vive em Los Angeles, que premiaram Nicolas Cage com o Oscar de Melhor Ator. O longa do diretor britânico Mike Figgis conta o peculiar drama deste homem, um renomado roteirista de Hollywood que foi abandonado pela família, pelos amigos e perdeu tudo por causa de seu impulsivo hábito de beber abusivamente. Demitido de seu último emprego e determinado a dar um fim simplório à sua vida, Sanderson decide viajar de carro para Las Vegas, onde planeja se embriagar até a morte. Chegando à cidade, o escritor conhece e se apaixona por Sera (Elisabeth Shue), uma prostituta que também viveu por muito tempo na Califórnia e que agora enfrenta graves problemas com o seu agenciador.

Após engatar um relacionamento de forma curiosamente estranha com Sera, Sanderson acaba decidindo morar com a garota de programa e, em um “pacto de não interferência” selado pelos dois, ela acaba respeitando o fato de ele ser um alcoólatra, e ele também mantém o respeito pelos caminhos que ela escolheu para ganhar a vida, não podendo criticar a sua ocupação. Entretanto, a relação que parecia caminhar de maneira estável começa a ser afetada pela deterioração da saúde do ex-roteirista, que se encaminha para uma definhada e irreversível condição. O agravamento do quadro acaba fazendo com que Sera quebre a promessa, aconselhando Ben a procurar auxílio médico. Ele se enfurece e, aparentemente, coloca tudo a perder, embora a singeleza escondida na relação tropológica dos dois revele um final encantadoramente belo que só pode ser sentido assistindo ao filme.

Dramas densos e distintos como os de Ben Sanderson são comumente retratados em várias produções hollywoodianas que envolvem e sempre relacionam as temáticas do alcoolismo e dos lapsos de autor. Observamos os claros problemas de escritores com a bebida como, por exemplo, no clássico “Farrapo Humano” (1945) de Billy Wilder, e na semi-autobiografia bukowskiana “Barfly - Condenados Pelo Vício” (1987) de Barbet Schroeder. Apesar de não sofrer efetivamente de bloqueio criativo, a personagem de Nicolas Cage recorre ao álcool para superar todas as suas frustrações e pressões no trabalho, um exemplo semelhante ao do publicitário Joe Clay, vivido por Jack Lemmon em “Vício Maldito” (1962) de Blake Edwards. Problemas reais, vividos por pessoas reais e disfarçadamente canalizados no fantasioso mundo de glamour proporcionado por uma “inocente” e viciosa Hollywood. Estado grave!

"Leaving Las Vegas" (1995) de Mike Figgis - Lumiere Pictures [gb] | A Lila Cazès Production [fr] | Initial Productions [fr]

Os Doze Macacos (Twelve Monkeys, Estados Unidos, 1995)

Direção: Terry Gilliam

Inventivo e excêntrico, Terry Gilliam “nada de braçadas” sobre um mar de fantasias, mas sempre mantém emersa alguma parte de seu corpo na realidade. Em seus filmes, mensagens valiosas para a humanidade ficam ocultas em ambientes surreais, reflexos da fusão entre o existencialismo e a dissimulação de sua comprovada confusão organizada. Não obstante, o antigo membro da trupe Monty Python começou na carreira de cineasta quando o grupo de comediantes ainda estava na ativa e pôde usufruir da genialidade de todos para realizar seus primeiros longas. Dividindo a direção com o parceiro Terry Jones, Gilliam lançou “Monty Phyton - Em Busca do Cálice Sagrado” (1975) e “Monty Phyton - O Sentido da Vida” (1983). Entre eles, as comédias de aventura “Jabberwocky - Um Herói por Acaso” (1977) e “Os Bandidos do Tempo” (1981) deram ao britânico a segurança e a tranquilidade para escancarar a sua famigerada ousadia.

O cinema de Gilliam começou a ganhar austeridade com o distópico “Brazil - O Filme” (1985) e o com parabólico “O Pescador de Ilusões” (1991) e, quando diretor se propôs viajar no tempo e abarcar as memórias estáticas de passado, presente e futuro, acabou nos brindando com o eficaz “Os Doze Macacos”. Nele, observamos James Cole (Bruce Willis), um solitário viajante incidental que retorna a tempos passados vindo do ano de 2035. Na verdade, o aventureiro é um condenado que aceita a “missão voluntária” de tentar decifrar o mistério sobre um vírus mortal que há tempos vinha dizimando a maior parte da humanidade. De fato, a chave para encontrar a cura da doença está no passado, mas, tomado como um louco, Cole tentará provar a sua sanidade à Doutora Kathryn Railly (Madeleine Stowe), sua psiquiatra e única esperança de livrar o futuro de sua terrível sina.

Ainda destacada por um estilo visual fantástico e pela atuação soberba de Brad Pitt, que interpreta o doente mental Jeffrey Goines, peça fundamental no ponto de virada dramático da trama (e papel que rendeu a primeira indicação ao Oscar para o ator, na ocasião), a produção de “Os Doze Macacos” pode ser considerada uma das mais relevantes e significativas da ficção científica das últimas décadas. Inspirado no arguto curta-metragem francês “La Jetée - A Plataforma” (1962) de Chris Marker, que descreve o mesmo cenário enternecido de um mundo pré e pós apocalíptico rescaldado pelos conflitos da Terceira Guerra Mundial, o filme de Terry Gilliam apenas nos apresenta, em sua típica desordem, os (in)solucionáveis caminhos para a salvação da (benevolente?) raça humana.

"Twelve Monkeys" (1995) de Terry Gilliam - Universal Pictures [us] | Atlas Entertainment [us] | Classico

Cassino (Casino, Estados Unidos | França, 1995)

Direção: Martin Scorsese

Para quem gosta muito de cinema e tem o costume de acompanhar fielmente as filmografias dos maiores astros e cineastas da história, sabe que a conjugação “Robert De Niro + Martin Scorsese” funcionou e funciona muito bem (inclusive, com expectativas enormes para que “The Irishman” possa ser anunciado). Sabemos ainda que quando um elemento chamado Joe Pesci entra na equação, as coisas tendem a melhorar, e muito! E apesar de “Cassino” ter sido injustamente ignorado pela crítica à época de seu lançamento, ele acaba mostrando o que Scorsese tem de melhor: um visual deslumbrante e magistralmente iluminado; cenas densas de tirar o fôlego; um roteiro inteligentemente amarrado por Nicholas Peleggi, repetindo o sucesso de “Os Bons Companheiros” (1990); além de, é claro, De Niro e Pesci.

O longa-metragem mais glamoroso e sedutor do diretor nova-iorquino ainda conta com a estonteante Sharon Stone no elenco e nos transporta para o mundo ambicioso da Las Vegas dos anos 70, uma época gloriosa em que a Máfia ainda controlava as desvanecidas máquinas caça-níqueis, as arrebatadoras roletas e as desafiadoras mesas de carteado, bem antes do advento e do monopólio dos jogos de azar por parte de grandes corporações. A trama atravessa o destino de três personagens principais: Sam “Ace” Rothsein (De Niro), um diretor bem-sucedido do famoso Casino Tangiers que guarda consigo um passado extremamente comprometedor; Ginger McKenna (Stone), uma bela acompanhante de luxo que conseguia persuadir e dominar a todos, menos o seu cafetão; e Nicky Santoro (Pesci), um gângster que garante a segurança de Rothsein e o ajuda a manter de pé um dos maiores cassinos de Vegas, deixando-o distante qualquer lei que possa afetar ou destruir o empreendimento.

Sam acaba se envolvendo com Ginger, mas tão logo ele consiga se dar conta das artimanhas idealizadas pela prostituta interesseira, Santoro comete uma série de falhas grosseiras que poderão colocar a perder todos os negócios do poderoso administrador. Baseado na história real da conflituosa e bancarrota amizade do apostador de carreira Frank “Lefty” Rosenthal e do mafioso Anthony Spilotro, “Cassino” é o retrato do perigoso e, por vezes, pecaminoso mundo das apostas que através da violência traduz o lado mais sombrio do venerado Império em que se transformou Las Vegas, a Disneylândia dos adultos.

"Casino" (1995) de Martin Scorsese - Universal Pictures [us] | Syalis DA | Légende Entreprises [fr] | De Fina-Cappa

Toy Story (Toy Story, Estados Unidos, 1995)

Direção: John Lasseter

Em meados dos anos 80, um promissor estudante de artes visuais despontava como um talentoso e inventivo desenhista. A facilidade que tinha em dominar uma tecnologia tão complexa quanto a animação computadorizada levou o californiano John Lasseter a trabalhar na conceituada Lucasfilm Computer Graphics Group, e fez com que ele produzisse, em anos seguidos, três belíssimos desenhos animados em curta-metragem feitos exclusivamente em meio digital: “Luxo Jr.” (1986), onde Luxo, um papai-luminária brinca de maneira desajeitada com uma bola junto com Luxo Jr., seu filho-luminária; “O Sonho de Red” (1987), sobre um velho e rejeitado monociclo chamado Red que sonha ser uma grande estrela circense; e “Tin Toy” (1988), sobre um bebê frenético e destrutivo que persegue os seus medrosos brinquedos, que possuem vida própria.

O lançamento de “Luxo Jr.” (desde sempre mascote e logotipo oficial da atual Pixar Animation Studios) coincide, inclusive, com a compra da Pixar Studio (subdivisão da Lucasfilm onde o diretor trabalhava à época) por parte do visionário empresário Steve Jobs, que deu uma nova cara à empresa. Com a premissa de poder contar histórias interessantes ao dar vida à objetos inanimados e com o sucesso absoluto de “Tin Toy”, que deu a Lasseter o Oscar de Melhor Curta Animado em 1989, as mentes criativas da, agora, pequena Pixar puderam investir em algo mais audaz e trabalhar, por exemplo, em um ambicioso roteiro de longa-metragem que pudesse animar o mais fascinante dos objetos inanimados: os brinquedos! E, ainda por cima, brinquedos que brincam sozinhos enquanto os seus donos não estão presentes. Dessa forma, o impressionante e fantástico mundo de “Toy Story” enfim chegou aos cinemas, encantando imediatamente a crítica, o público especializado e, principalmente, as famílias.

A história gira em torno do Xerife Woody, um cowboy de pano com cabeça plástica que é o brinquedo favorito de Andy Davis, um garotinho simpático que está prestes a completar oito anos. Durante a festa de aniversário de seu dono, Woody arma uma verdadeira operação de guerra para descobrir se algum presente que Andy ganhará de seus colegas será bom o suficiente para tomar o lugar de qualquer um dos “moradores” do quarto do garoto. Líder dos outros brinquedos, o xerife se mostra completamente ciumento e egoísta, estando preocupado exclusivamente consigo mesmo.

Entretanto, a surpreendente chegada do ultramoderno patrulheiro espacial Buzz Lightyear ameaça o reinado do cowboy, que começa a alimentar uma rixa entre eles. A popularidade de Buzz com todos os brinquedos deixa xerife irritado, e a rivalidade culmina em uma perigosa aventura de retorno ao lar vivida pelos dois, que ainda envolve um tour intergaláctico pelo restaurante Pizza Planet e um confronto épico com Sid, o vizinho “brinquedicida” de Andy. Movido pelo espírito de companheirismo e pela fidelidade ao seu dono, Woody vence o comodismo, dribla as desavenças e se torna amigo de Buzz. Finalmente os dois começam a trabalhar juntos, com o objetivo principal de retornem com estilo à caixa de brinquedos da criança que tanto amam.

“Toy Story” é um filme revolucionário, não só por fascinar crianças e adultos ou por ter uma lista incontável de personagem incrivelmente cativantes (como Hamm, o porquinho-cofre; Rex, o tiranossauro de plástico; Slinky, o cachorro-mola; e o astro da Hasbro, Senhor Cabeça de Batata). Recheada de humor, a primeira e inesquecível aventura de Woody, Buzz e toda a turma trata com muita emoção e singeleza as virtudes e os valores únicos que só um dom como a amizade podem nos oferecer.

"Toy Story" (1995) de John Lasseter - Pixar Animation Studios [us] | Walt Disney Pictures [us]

Chegamos ao fim! Mas para relembrar os filmes apresentados anteriormente na nossa retrospectiva, basta visitar os artigos clicando nos links correspondentes a seguir:

PARTE I                   PARTE II                   PARTE III

Vale lembrar que a nossa retrospectiva especial de julho voltará com força total no ano que vem, apresentando a revisão cinematográfica de clássico incríveis lançados no ano de 1996.

Até lá!

Vistos e Revistos em 2015 #julho

Julho: um mês cheio de ocasiões e tão corrido quanto a maneira com que a lista será apresentada desta vez. De alguma forma, tento sempre lembrar (com todas as forças) que a minha paixão pelo cinema é imensa, mas o tempo, infelizmente, falha para todos nós...

Não é à toa que foram apenas mais 29 títulos vistos ou revistos do final de junho para cá, sendo que, pela primeira vez no ano, assisto a uma quantidade de filmes menor do que a do número de dias que tem um presente mês.  Entretanto, ainda mantenho alta a média da meta que pretendo cumprir até o final do ano de 2015, deixando-a acima de 1 filme/dia. Continuo feliz!

Sempre tenho o costume de lembrar que indico todos os filmes aos quais assisto! É importante frisar que cada um deles, por pior que seja, tem direito a uma recomendação, simplesmente pela proposta à experiência da degustação cinematográfica. Uma vez ou outra (no caso, quase sempre) o que agrada aos olhos de um pode não agradar aos olhos de todos os outros.

Observação: os filmes em destaque na lista a seguir possuem perfis, artigos ou críticas nas sessões “Sempre um Clássico” ou “Identidade Nacional” ou ainda fizeram parte da programação anual do Projeto “Cinema em Transe” do Sesc Palladium de Belo Horizonte que valoriza as nossas mais recentes produções nacionais. É só clicar nos links para conferir os artigos!

E agora: no pique! Compartilho com vocês todos os 257 filmes já apreciados em 2015:

001 - Abismo Prateado, O (O Abismo Prateado, Brasil, 2011)

002 - Abominável Doutor Phibes, O (The Abominable Dr. Phibes, Reino Unido | Estados Unidos, 1971)

003 - Abutre, O (Nightcrawler, Estados Unidos, 2014)

004 - Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night, Estados Unidos, 1934)

005 - Agonia e Glória (The Big Red One, Estados Unidos, 1980)

006 - Alegre Divorciada, A (The Gay Divorcee, Estados Unidos, 1934)

007 - Além da Fronteira (Out in the Dark, Israel | Estados Unidos, 2012)

008 - Alien, o Oitavo Passageiro (Alien, Estados Unidos | Reino Unido, 1979)


010 - Amantes Crucificados, Os (Chikamatsu Monogatari, Japão, 1954)

011 - Amargo Regresso (Coming Home, Estados Unidos, 1978)

012 - Amores Brutos (Amores Perros, México, 2000)

013 - Amores de Apache (Casque d’Or, França, 1952)

014 - Anabazys - O Terceiro Testamento de Glauber Rocha (Anabazys, Brasil, 2007)

015 - Aniversário Macabro (The Last House on the Left, Estados Unidos, 1972)

016 - Anjo do Mal (Pickup on South Street, Estados Unidos, 1953)

017 - Ao Rufar dos Tambores (Drums Along the Mohawk, Estados Unidos, 1939)

018 - Apaixonados (Shockproof, Estados Unidos, 1949)

019 - Aplausos (Applaus, Dinamarca, 2009)

020 - Atire a Primeira Pedra (Destry Rides Again, Estados Unidos, 1939)

021 - Aventura de Billy the Kid, Uma (Une Aventure de Billy le Kid, França, 1971)

022 - Babel (Babel, França | Estados Unidos | México, 2006)

023 - Bala para o General, Uma (Quién Sabe?, Itália, 1966)

024 - Batalha do Passinho: O Filme, A (A Batalha do Passinho: O Filme, Brasil, 2012)

025 - Batguano (Batguano, Brasil, 2014)

026 - Batman (Batman, Estados Unidos | Reino Unido, 1989)

027 - Beatniks, Os (Heart Beat, Estados Unidos, 1980)

028 - Beau Geste (Beau Geste, Estados Unidos, 1939)

029 - Besta Humana, A (La Bête Humaine, França, 1938)

030 - Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance), Estados Unidos | Canadá, 2014)

031 - Blade Runner, o Caçador de Androides (Blade Runner, Estados Unidos | Hong Kong | Reino Unido, 1982)

032 - Blow-Up - Depois Daquele Beijo (Blowup, Reino Unido | Itália | Estados Unidos, 1966)

033 - Boêmio Encantador (Holiday, Estados Unidos, 1938)

034 - Boulevard do Crime, O (Les Enfants du Paradis, França, 1945)

035 - Boxtrolls, Os (The Boxtrolls, Estados Unidos, 2014)

036 - Branco Sai, Preto Fica (Branco Sai, Preto Fica, Brasil, 2015)


038 - Cake: Uma Razão para Viver (Cake, Estados Unidos, 2014)

039 - Caminhos da Floresta (Into the Woods, Estados Unidos | Reino Unido | Canadá, 2014)

040 - Cante um Funk para um Filme (Cante um Funk para um Filme, Brasil, 2007)

041 - Carícia Fatal (Ratos e Homens) (Of Mice and Men, Estados Unidos, 1939)

042 - Carrossel da Esperança (Jour de Fête, França, 1949)

043 - Casa de Bambu (House of Bamboo, Estados Unidos, 1955)

044 - Casal Osterman, O (The Osterman Weekend, Estados Unidos, 1983)


046 - Ceia dos Acusados, A (The Thin Man, Estados Unidos, 1934)

047 - Céu que nos Protege, O (The Sheltering Sky, Reino Unido | Itália, 1990)

048 - Cinzas no Paraíso (Days of Heaven, Estados Unidos, 1978)

049 - Clube dos Cinco (The Breakfast Club, Estados Unidos, 1985)


051 - Como Treinar o seu Dragão 2 (How to Train your Dragon 2, Estados Unidos, 2014)

052 - Conto da Princesa Kaguya, O (Kaguyahime no Monogatari, Japão, 2013)

053 - Contos da Lua Vaga (Ugetsu Monogatari, Japão, 1953)

054 - Contrastes Humanos (Sullivan’s Travels, Estados Unidos, 1941)

055 - Coração Satânico (Angel Heart, Reino Unido | Canadá | Estados Unidos, 1987)

056 - Corcunda de Notre Dame, O (The Hunchback of Notre Dame, Estados Unidos, 1939)


058 - Cujo (Cujo, Estados Unidos, 1983)

059 - De Onde se Avistam as Chaminés (Entotsu no Mieru Basho, Japão, 1953)

060 - Deixe a Luz Acesa (Keep the Lights On, Estados Unidos, 2012)

061 - Demônio da Argélia, O (Pépé le Moko, França, 1937)

062 - Demônio das Onze Horas, O (Pierrot le Fou, França | Itália, 1965)

063 - Departamento Q - Guardiões das Causas Perdidas (Kvinden i Buret, Dinamarca | Alemanha | Suécia, 2013)

064 - Desconstruindo Harry (Deconstructing Harry, Estados Unidos, 1997)

065 - Deserto Azul (Deserto Azul, Brasil | Chile, 2013)

066 - Dia nas Corridas, Um (A Day at the Races, Estados Unidos, 1937)

067 - 2 Coelhos (2 Coelhos, Brasil, 2012)

068 - Dois Dias, uma Noite (Deux Jours, une Nuit, Bélgica | França | Itália, 2014)

069 - Dragões da Violência (Forty Guns, Estados Unidos, 1957)

070 - Duelo Silencioso (Shizukanaru Kettô, Japão, 1949)

071 - Duna (Dune, Estados Unidos, 1984)

072 - Dúvida (Doubt, Estados Unidos, 2008)

073 - E aí, Meu Irmão, Cadê Você? (O Brother, Where Art Thou?, Reino Unido | França | Estados Unidos, 2000)


075 - Elas só Transam no Disco (Elas só Transam no Disco, Brasil, 1983)

076 - Elite de Assassinos (The Killer Elite, Estados Unidos, 1975)

077 - Em Trânsito (Em Trânsito, Brasil, 2013)

078 - Enigma de Outro Mundo, O (The Thing, Estados Unidos, 1982)

079 - Enigma para Demônios (Enigma para Demônios, Brasil, 1975)

080 - Era uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari, Japão, 1953)

081 - Esculacho (Esculacho, Brasil, 2013)

082 - Espada era a Lei, A (The Sword in the Stone, Estados Unidos, 1963)

083 - Espantalho (Scarecrow, Estados Unidos, 1973)

084 - Estranho Mundo de Jack, O (The Nightmare Before Christmas, Estados Unidos, 1993)

085 - Evangelho Segundo São Mateus, O (Il Vangelo Secondo Matteo, Itália | França, 1964)

086 - Exterminador do Futuro, O (The Terminator, Reino Unido | Estados Unidos, 1984)

087 - Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, O (Terminator 2: Judgment Day, Estados Unidos | França, 1991)

088 - Família Bélier, A (La Famille Bélier, França | Bélgica, 2014)

089 - Fargo - Uma Comédia de Erros (Fargo, Estados Unidos | Reino Unido, 1996)

090 - Festa de Família (Festen, Dinamarca | Suécia, 1998)

091 - Filho Único (Hitori Musuko, Japão, 1936)

092 - Filme para Poeta Cego (Filme para Poeta Cego, Brasil | Cuba, 2012)

093 - Fotografia Oculta de Vivian Maier, A (Finding Vivian Maier, Estados Unidos, 2013)

094 - Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo (Foxcatcher, Estados Unidos, 2014)

095 - Frances Ha (Frances Ha, Estados Unidos, 2012)

096 - French Cancan (French Cancan, França | Itália, 1954)

097 - Frenesi (Frenzy, Reino Unido, 1972)

098 - Fúria Sanguinária (White Heat, Estados Unidos, 1949)

099 - Garota Exemplar (Gone Girl, Estados Unidos, 2014)

100 - Garoto de Bicicleta, O (Le Gamin au Vélo, Bélgica | França | Itália, 2011)

101 - Gaviões e Passarinhos (Uccellacci e Uccellini, Itália, 1966)

102 - Gigante de Ferro, O (The Iron Giant, Estados Unidos, 1999)

103 - Gilbert Grape: Aprendiz de Sonhador (What’s Eating Gilbert Grape, Estados Unidos, 1993)

104 - Grande Ilusão, A (La Grande Illusion, França, 1937)

105 - Guarda-Chuvas do Amor, Os (Les Parapluies de Cherbourg, França | Alemanha Ocidental, 1964)

106 - Gunga Din (Gunga Din, Estados Unidos, 1939)

107 - Halloween - A Noite do Terror (Halloween, Estados Unidos, 1978)

108 - Herói de Mentira (Hail the Conquering Hero, Estados Unidos, 1944)

109 - Heróis Esquecidos (The Roaring Twenties, Estados Unidos, 1939)

110 - História Real, Uma (The Straight Story, França | Reino Unido | Estados Unidos, 1999)

111 - Homem das Multidões, O (O Homem das Multidões, Brasil, 2013)


113 - Homem que Amava as Mulheres, O (L’Homme qui Aimait les Femmes, França, 1977)

114 - Hora dos Mortos-Vivos, A (Re-Animator, Estados Unidos, 1985)

115 - Hora Mágica, A (A Hora Mágica, Brasil, 1999)

116 - Ida (Ida, Polônia | Dinamarca | França | Reino Unido, 2013)

117 - Imagens (Images, Reino Unido | Estados Unidos, 1972)

118 - Implacáveis: Fuga Perigosa, Os (The Getaway, Estados Unidos, 1972)

119 - Inferno (Inferno, Holanda | Estados Unidos, 2013)

120 - Inimigo Público (The Public Enemy, Estados Unidos, 1931)


122 - Inquilino, O (Le Locataire, França, 1976)

123 - Instinto Fatal (Monkey Shines, Estados Unidos, 1988)

124 - Intendente Sanshô, O (Sanshô Dayû, Japão, 1954)

125 - Interestelar (Interstellar, Estados Unidos | Reino Unido | Canadá, 2014)

126 - Invasores de Corpos, Os - A Invasão Continua (Body Snatchers, Estados Unidos, 1993)

127 - Invenção de Hugo Cabret, A (Hugo, Estados Unidos, 2011)

128 - Inventário da Rapina (Inventário da Rapina, Brasil, 1986)


130 - Irmãos Cara de Pau, Os (The Blues Brothers, Estados Unidos, 1980)

131 - Irmãos Marx no Circo, Os (At the Circus, Estados Unidos, 1939)

132 - Irmãs Diabólicas (Sisters, Estados Unidos, 1973)

133 - Janela Indiscreta (Rear Window, Estados Unidos, 1954)

134 - Jogo da Imitação, O (The Imitation Game, Reino Unido | Estados Unidos, 2014)

135 - Juiz, O (The Judge, Estados Unidos, 2014)

136 - Juno (Juno, Estados Unidos, 2007)

137 - Juventude sem Arrependimento (Waga Seishun ni Kuinashi, Japão, 1946)

138 - Kill Bill: Volume 1 (Kill Bill: Vol. 1, Estados Unidos, 2003)

139 - Kill Bill: Volume 2 (Kill Bill: Vol. 2, Estados Unidos, 2004)

140 - Lacrimosa (Lacrimosa, Brasil, 1970)

141 - Ladrão de Casaca (To Catch a Thief, Estados Unidos, 1955)

142 - Ladrões de Cinema (Ladrões de Cinema, Brasil, 1977)

143 - Leviatã (Leviafan, Rússia, 2014)

144 - Libertador (Libertador, Venezuela | Espanha, 2013)

145 - Lira do Delírio, A (A Lira do Delírio, Brasil, 1978)

146 - Livre (Wild, Estados Unidos, 2014)

147 - Lobo atrás da Porta, O (O Lobo atrás da Porta, Brasil, 2013)

148 - Locke (Locke, Reino Unido | Estados Unidos, 2013)

149 - Lucia de B. (Lucia de B., Holanda | Suécia, 2014)

150 - Lucy (Lucy, França, 2014)

151 - Macunaíma (Macunaíma, Brasil, 1969)

152 - Magia ao Luar (Magic in the Moonlight, Estados Unidos | Reino Unido, 2014)


154 - Maldição do Demônio, A (La Maschera del Demonio, Itália, 1960)

155 - Manuscrito de Saragoça, O (Rekopis Znaleziony w Saragossie, Polônia, 1965)

156 - Mapas para as Estrelas (Maps to the Stars, Canadá | Alemanha | França | Estados Unidos, 2014)

157 - Mautner em Cuba (Mautner em Cuba, Brasil | Cuba, 2015)

158 - Médico e o Monstro, O (Dr. Jekyll and Mr. Hyde, Estados Unidos, 1931)

159 - Meu Ódio Será sua Herança (The Wild Bunch, Estados Unidos, 1969)

160 - Mocidade de Lincoln, A (Young Mr. Lincoln, Estados Unidos, 1939)

161 - Morro dos Ventos Uivantes, O (Wuthering Heights, Estados Unidos, 1939)

162 - Morta-Viva, A (I Walked with a Zombie, Estados Unidos, 1943)

163 - Morte não manda Recado, A (The Ballad of Cable Hogue, Estados Unidos, 1970)

164 - Mortos Caminham, Os (Merrill’s Marauders, Estados Unidos, 1962)

165 - Mulher do Dia, A (Woman of the Year, Estados Unidos, 1942)

166 - Mulher é uma Mulher, Uma (Une Femme est une Femme, França | Itália, 1961)

167 - Mulher faz o Homem, A (Mr. Smith Goes to Washington, Estados Unidos, 1939)

168 - Mulheres, As (The Women, Estados Unidos, 1939)

169 - Mundo é uma Cabeça, O (O Mundo é uma Cabeça, Brasil, 2004)

170 - Música de Gion, A (Gion Bayashi, Japão, 1953)

171 - Mutantes, Os (Os Mutantes, Brasil, 1970)

172 - Não Brinque com Fogo (Di Yi Lei Xing Wei Xian, Hong Kong, 1980)

173 - No Tempo das Diligências (Stagecoach, Estados Unidos, 1939)

174 - Noite do Espantalho, A (A Noite do Espantalho, Brasil, 1974)

175 - Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, Estados Unidos, 1977)

176 - Nos Domínios do Terror (Twice-Told Tales, Estados Unidos, 1963)

177 - Nova Dubai (Nova Dubai, Brasil, 2014)

178 - Nova Saga do Clã Taira, A (Shin Heike Monogatari, Japão, 1955)


180 - Olhos sem Rosto, Os (Les Yeux sans Visage, França | Itália, 1960)

181 - Operação Big Hero (Big Hero 6, Estados Unidos, 2014)

182 - Ouvir o Rio (Ouvir o Rio, Brasil, 2013)

183 - Pai e Filha (Banshun, Japão, 1949)

184 - Pântano, O (La Ciénaga, Argentina | França | Espanha | Japão, 2001)

185 - Para Sempre Alice (Still Alice, Estados Unidos | França, 2014)

186 - Paraíso Infernal, O (Only Angels Have Wings, Estados Unidos, 1939)

187 - Paris, Texas (Paris, Texas, Alemanha Ocidental | França | Reino Unido, 1984)

188 - Parque Soviético (Parque Soviético, Brasil, 2013)

189 - Passageiro - Profissão: Repórter, O (Professione: Reporter, Itália | Espanha | França, 1975)

190 - Pequeno Nicolau, O (Le Petit Nicolas, França | Bélgica, 2009)

191 - Performance (Performance, Reino Unido, 1970)

192 - Pickpocket - O Batedor de Carteiras (Pickpocket, França, 1959)

193 - Por quem os Sinos Dobram (For Whom the Bell Tolls, Estados Unidos, 1943)

194 - Portal do Inferno (Jigokumon, Japão, 1953)

195 - Porto de Santos, O (O Porto de Santos, Brasil, 1978)

196 - Priscilla, a Rainha do Deserto (The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert, Austrália | Reino Unido, 1994)

197 - Profecia, A (The Omen, Estados Unidos | Reino Unido, 1976)

198 - Profundo Desejo dos Deuses, O (Kamigami no Fukaki Yokubô, Japão, 1968)

199 - Proibido! (Verboten!, Estados Unidos, 1959)

200 - Pusher (Pusher, Dinamarca, 1996)

201 - Quadrophenia (Quadrophenia, Reino Unido, 1979)

202 - Quanto mais quente Melhor (Some Like it Hot, Estados Unidos, 1959)

203 - Queda da Casa de Usher, A (La Chute de la Maison Usher, França, 1928)

204 - Quimono Escarlate, O (The Crimson Kimono, Estados Unidos, 1959)

205 - Rocco e seus Irmãos (Rocco e i suoi Fratelli, Itália | França, 1960)

206 - Rota ABC (Rota ABC, Brasil, 1991)

207 - Rotina tem seu Encanto, A (Sanma no Aji, Japão, 1962)

208 - Samba (Samba, França, 2014)

209 - Sangue de Artista (Babes in Arms, Estados Unidos, 1939)


211 - Segredo dos seus Olhos, O (El Secreto de sus Ojos, Argentina | Espanha, 2009)

212 - Selma: Uma Luta pela Igualdade (Selma, Reino Unido | Estados Unidos, 2014)

213 - Selvagem da Motocicleta, O (Rumble Fish, Estados Unidos, 1983)

214 - Serra (Serra, Brasil, 2013)

215 - Sete Suspeitos, Os (Clue, Estados Unidos, 1985)

216 - Sexo, Drogas e Impostos (Spies & Glistrup, Dinamarca, 2013)

217 - Sniper Americano (American Sniper, Estados Unidos, 2014)

218 - Sob a Pele (Under the Skin, Reino Unido | Estados Unidos | Suíça, 2013)

219 - Sob Controle (Surveillance, Estados Unidos | Alemanha | Canadá, 2008)


221 - Solaris (Solyaris, União Soviética, 1972)

222 - Som Diferente, Um (Pump Up the Volume, Canadá | Estados Unidos, 1990)

223 - Sono de Inverno (Kis Uykusu, Turquia | França | Alemanha, 2014)

224 - Space Jam - O Jogo do Século (Space Jam, Estados Unidos, 1996)

225 - Suspiria (Suspiria, Itália, 1977)

226 - Tangerinas (Mandariinid, Estônia | Geórgia, 2013)

227 - Tarde Demais (The Heiress, Estados Unidos, 1949)


229 - Teoria de Tudo, A (The Theory of Everything, Reino Unido, 2014)

230 - Terra de Ninguém (Badlands, Estados Unidos, 1973)

231 - Tetsuo: O Homem de Ferro (Tetsuo, Japão, 1989)

232 - Tigre e a Gazela, O (O Tigre e a Gazela, Brasil, 1976)

233 - Tokyo-Ga (Tokyo-Ga, Estados Unidos | Alemanha Ocidental, 1985)

234 - Tomboy (Tomboy, França, 2011)

235 - Tommy (Tommy, Reino Unido, 1975)

236 - Trágica Obsessão (Obsession, Estados Unidos, 1976)

237 - Trash Humpers (Trash Humpers, Estados Unidos | Reino Unido | França, 2009)

238 - Três Mulheres (3 Women, Estados Unidos, 1977)

239 - Triunfo (Triunfo, Brasil, 2014)

240 - Ulime (Ulime, Cabo Verde, 2010)


242 - Último Metrô, O (Le Dernier Métro, França, 1980)

243 - Vampiro da Noite, O (Dracula, Reino Unido, 1958)

244 - Van Gogh (Van Gogh, França, 1991)

245 - Veludo Azul (Blue Velvet, Estados Unidos, 1986)


247 - Viagem à Lua (Le Voyage dans la Lune, França, 1902)

248 - Vida de Casado (Meshi, Japão, 1951)

249 - Vida de O’Haru, A (Saikaku Ichidai Onna, Japão, 1952)

250 - 21 Gramas (21 Grams, Estados Unidos, 2003)

251 - Virunga (Virunga, Reino Unido | Congo, 2014)

252 - Visitante, O (The Visitor, Estados Unidos, 2007)

253 - Vitória Amarga (Dark Victory, Estados Unidos, 1939)

254 - Você vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos (You Will Meet a Tall Dark Stranger, Estados Unidos | Espanha, 2010)

255 - Whiplash: Em Busca da Perfeição (Whiplash, Estados Unidos, 2014)

256 - You Rock My World (You Rock My World, Estados Unidos, 2001)

257 - Zombie - O Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead, Itália | Estados Unidos, 1978)

* "My Man Godfrey" (1936) de Gregory La Cava - Universal Pictures [us]